
O formato MP3 ganhou um novo algoritmo de compressão no dia 14 de junho. Agora, os arquivos ficarão com metade do tamanho que ocupam hoje e, conseqüentemente, levarão menos tempo para download.
A empresa responsável pelo licenciamento da marca ?MP3? é a Thomson Multimedia. Desde janeiro deste ano a empresa anuncia o lançamento do MP3Pro e a adoção de novas políticas de licenciamento para provedores e empresas que ganham dinheiro em cima do MP3.
Para a Thomson, o MP3Pro terá condições de competir com os formatos concorrentes no segmento de streaming e ainda economizará espaço no computador dos usuários. Não há necessidade de atualizar software, pois as músicas do novo formato podem ser escutadas da mesma forma com os programas de hoje.
A empresa sueca Coding Technologies, responsável pela criação do MP3Pro e licenciada pela Thomson, acredita que o novo formato tende a recuperar um pouco da popularidade perdida do MP3.
Não há dúvidas de que o MP3 é, de fato, o padrão universal e irrestrito de música digital. O cerne do problema, porém, é a falta de aprimoramento técnico mesmo depois de tantos anos.
Motivo pelo qual levou concorrentes de peso ? Microsoft, RealNetworks ? a procurarem soluções próprias, melhores tecnicamente e, ainda por cima, passíveis a recursos de proteção contra pirataria das músicas.
Com o MP3Pro, usuários de aparelhos portáteis ? walkmans digitais ? tendem a duplicar a quantidade de músicas que poderão ser armazenadas. No entanto, a maioria dos aparelhos de hoje possuem suporte simultâneo para MP3, Windows Media Audio (WMA) da Microsoft e o Real Audio, da RealNetworks.
O WMA chega a ocupar três vezes menos espaço em disco do que um MP3 convencional, sem perda de qualidade. O novo Real Audio 8.0 consegue façanha similar.
A compressão Hoje, um MP3 com qualidade ?próxima? ao CD é convertido a uma taxa de 128 kilobits por segundo (kbps). Quem desejar um resultado melhor pode converter a 192 ou 256 kpbs. Com o MP3Pro, a mesma música poderá ser convertida em 64 kpbs com a mesma qualidade de 128 kpbs.
Não obstante, a Microsoft faz o mesmo com o WMA desde o ano passado. Agora em 2001, com o lançamento da oitava versão do Windows Media Player Audio & Video, uma música pode ser convertida a 48 kpbs com qualidade de 128 kpbs de um MP3. Ou seja, um terço do tamanho.
Pela lógica, é muito mais fácil, prático e barato realizar streaming de músicas com o WMA. As desvantagens são: não funciona em outros sistemas operacionais e o usuário receptor precisa ter o Windows Media Player instalado.
Hora de pagar Em 2000, a Thomson comunicou que até o fim daquele ano não cobraria de ninguém pelo uso de MP3 em streaming e broadcasting ? recurso bastante utilizado pelas rádios e TVs online, onde o usuário não pode guardar o arquivo, apenas ouvir enquanto está conectado.
Apesar da gratuidade do uso, a medida não agradou. As empresas e provedoras ficaram sem ter noção de quanto seria cobrado adiante.
As novas políticas de licença da Thomson foram anunciadas: 2% de toda a receita relacionada ao streaming/broadcasting de MP3 (o padrão antigo), com uma taxa mínima de US$ 2.000 por ano. Para o MP3Pro, será 3% da receita, com taxa mínima anual de US$ 3.000.
Para as empresas, a vantagem é que, caso o preço cobrado pela Microsoft ou RealNetworks para as licenças seja maior, agora haverá uma outra alternativa viável e, do ponto de vista do usuário, simpática.
O MP3 continuará livre da forma como é hoje para download irrestrito. Por outro lado, as empresas que decidirem monetizar o MP3 serão enquadradas na política de licenças.
Sobre segurança, mesmo agora com o MP3Pro, o formato continua inseguro e sem qualquer recurso de proteção à pirataria. Segundo os diretores da Thomson, a próxima meta da empresa é investir em tecnologias seguras para o MP3.
Fonte: Web Insider
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