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Habitualmente vê-se bebês mantidos em incubadoras por um tempo maior que o esperado pela família e, por este motivo, gera-se uma preocupação muito grande.
Uma das maiores causas dessa necessidade de observação dos bebês deve-se a taquipnéia transitória.
Vamos conhece-la um pouco mais.
Normalmente o líquido presente nos pulmões é absorvido pelo organismo logo após o nascimento.
A taquipnéia ocorre quando não aconteceu essa absorção completamente. O pulmão mantêm-se com líquido.
Ocorre, geralmente, em bebês que nascem a termo ou quase a termo ( 37 a 40 semanas) e, freqüentemente através de cesariana.
O bebê apresenta uma respiração acelerada ( maior que 60 por minuto), algumas vezes, geme e contrai a parede torácica quando inspira.
A pele pode tornar-se cianótica (arroxeada) devido a baixa concentração de oxigênio no sangue.
Através dos sinais clínicos e, em alguns casos, pode-se utilizar a radiografia torácica para a confirmação da presença do líquido nos pulmões.
É feito com o bebê em incubadora ou berço aquecido, de preferência mantendo-o apenas de fralda para que se tenha uma melhor visualização da sua respiração.
Algumas vezes se faz necessário um suporte de oxigênio que poderá ser feito através de um cateter mantido na incubadora ou através do HOOD, que se trata de um capacete para aumentar a concentração de oxigênio.
Esse tratamento permanece até a melhora do quadro clínico do bebê. Essa melhora ocorre, normalmente, nas primeiras 12 horas de vida, podendo chegar até 3 dias de vida do bebê. |