
A evolução tecnológica passa por todos os setores da sociedade e com a moda não é diferente. A influência tecnológica vai da linha de produção dos tecidos, passa pelas passarelas e chega às ruas. A indústria têxtil, por exemplo, já conta com diversos materiais nanotecnológicos.
Bons exemplos são os tecidos que não absorvem odores do corpo e têm funções relaxantes e anti-estressantes importados pela M.M Importadora. A companhia trouxe para o Brasil também tecidos nanotecnológicos desenvolvidos com fibra ótica capazes de brilhar no escuro. ?Todos esses materiais já estão disponíveis para a indústria têxtil brasileira?, afirma Vidal dos Santos Rodrigues Filho, representante da M.M. Outra novidade, desenvolvida pela Santista, é o tecido feito 100% de plástico reciclado de garrafas pet que é capaz de absorver líquidos graças à nanotecnologia.
No ano passado as máquinas de estamparia digital chegaram ao Brasil para personalizar tecidos de pequena metragem. Na prática, isso significa que a moda se aproxima cada vez mais da exclus
ividade nas estamparias dos tecidos. Você poderia, por exemplo, estampar uma foto no tecido da sua camisa, calça ou gravata. Para as empresas, isso representa lucros mais altos; para o consumidor, é a chance de personalizar o que veste.
Roupas multiuso
Estilistas coreanos promoveram Ubiquitous Fashionable Computer Fashion Show, um desfile hightech na cidade de Koyang e apresentaram roupas que tocam música, monitoram o corpo, entre outras funções. Entre as peças apresentadas estavam o colar que traz recursos de MP3 player e o sutiã que, além de permitir que sua usuária ouça música, controla suas funções biológicas no momento da atividade física.
As novidades de vestuário inusitadas não param por aqui. Para as mulheres que querem andar na moda e ao mesmo tempo se sentirem seguras, as sandálias desenhadas por Simona Brusa Pasque são também uma arma de defesa. A Eletric Cinderella Shoes é ativada por meio de um colar que complementa o conjunto e emite choques de até 100 mil volts.
Outra tendência que se mostra cada vez mais usual, unindo
tecnologia e moda, é o estilo esporte-urbano. O boné e as viseiras iSoundCap são ideais para carregar iPods de forma cômoda, na hora de praticar esportes. Outro acessório multiuso é a bolsa com caixas de som estéreo que podem ser ligadas a qualquer equipamento de som com uma saída para fones de ouvido.
Já uma empresa inglesa chamada Eleksen especializou-se na criação de tecidos sensíveis ao tato. Financiada pela Siemens, a companhia desenvolveu o Elektex, um material composto por três camadas - de apenas 0,6 mm de espessura cada - que integra um sensor laminado flexível, fibras condutivas e fios convencionais. A invenção pode interagir com diversos dispositivos como PDAs e tocadores digitais. No caso dos players, uma outra empresa, chamada Koyono, lançou camisas e jaquetas com controles para o tocador digital da Apple, que custam entre US$ 200 e US$ 300 (entre R$ 428 e R$ 641).