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Logo que surgiram,
por volta de 1997, os displays de plasma causaram enorme impacto no público. Os
especialistas, porém, mantiveram durante muito tempo sérias reservas à
qualidade de imagem produzida por esses aparelhos. Hoje, pode-se dizer que essas
restrições não têm mais sentido: realmente, o plasma é uma tecnologia que
veio para ficar. Se os fabricantes conseguirem baixar os custos de produção,
é quase certo que terá grande mercado no futuro próximo.
Na verdade, essas ressalvas dizem mais respeito à reprodução de
filmes, em que o item contraste é crítico. Para aplicações corporativas mais
comuns ? como apresentações, painéis comerciais e salas de controle ? o
plasma tem se revelado a solução ideal. Seu alto nível de brilho permite uso
tanto em salas escuras como em espaços bem iluminados. Uma loja, por exemplo,
que obrigatoriamente precisa de luz forte, pode usar um plasma para exibir
mensagens promocionais ou detalhes de produtos; com um projetor, a luz ambiente
tiraria boa parte do brilho da imagem, o que não acontece com o plasma.( O que
é bastante minimizado com o plasma)
Já é possível ver no Brasil
shopping-centers e salões de exposição onde o plasma ocupa lugar de destaque,
servindo como grande atrativo ao público, sempre extasiado. Essa tendência
deve se acentuar nos próximos meses, com a nova geração de plasmas que está
chegando ao mercado, a um custo mais baixo e incorporando novos recursos.
Para ambientes corporativos, o
plasma também é altamente recomendado em setores como treinamento, salas de
reunião e de videoconferência. Além de poder ser usado em qualquer tipo de
sala, independente da iluminação utilizada, os painéis de plasma têm outra
vantagem: seu formato retangular (widescreen) e com tela totalmente plana
permite ângulo de visão muito maior e praticamente sem distorções. Numa sala
de treinamento, por exemplo, pessoas sentadas nas laterais conseguem enxergar a
imagem tão bem quanto as localizadas na área central do auditório.
Veja
a seguir algumas das principais características dessa nova geração:
Resolução
? Ao contrário de um TV comum, num plasma mede-se a resolução em pixels,
que são elementos formadores de imagem (picture elements ? a abreviatura
dessa expressão é que deu origem ao nome pixel). Os primeiros displays tinham
resolução fixa, ( resolução baixa , e pouca flexibilidade)geralmente VGA
(640x480 pixels), que era o padrão da época. Os mais recentes têm capacidade
múltipla: aceitam sinais com resoluções diferentes. As mais comuns são SVGA
(800X600), XGA (1024X768) e SXGA (1280X1024).
Quanto maior a
quantidade de pixels, maior a nitidez da imagem, o que é particularmente
interessante para quem trabalha com projetos do tipo CAD ou imagens em
movimento. A resolução indicada pelo fabricante é a chamada ?resolução
nativa? do plasma: se esta for mais baixa que a do computador, o display pode
não aceitar as imagens; ou pode ser necessário o uso de um adaptador.( pode
ser necessário o uso de um adaptador, ou display pode reproduzir as imagens com
compressão de dados e conseqüente prejuízo da qualidade)
Conexões ?
Esta sempre foi uma vantagem do plasma, que já nasceu compatível com fontes de
vídeo e também computadores. Os modelos mais recentes vêm acrescentando
novidades, como o conector multipinos RS232C, cuja finalidade é facilitar a
integração do monitor com sistemas de automação dos tipos Crestron e AMX,
permitindo o comando centralizado de todos os equipamentos da sala. Além das
entradas RGB convencionais, alguns plasmas estão saindo também com terminais
para sinal de vídeo emitido a partir de notebooks (chamados D-Sub), o que é
interessante em apresentações. Conectores do tipo vídeo componente, ideais
para filmes, também fazem parte de quase todos os novos modelos. Como regra
geral, pode-se dizer que quanto mais conectores, melhor.
HDTV ?
A compatibilidade com sinal de alta definição vai se tornando praticamente
obrigatória em aparelhos desse nível. Por isso, os principais fabricantes de
plasma já introduziram conectores específicos onde será possível ligar
fontes HDTV no futuro. É bom lembrar que esse tipo de sinal ainda não está
regulamentado no Brasil. Já é possível, porém, adquirir no Exterior câmeras
de vídeo e players que geram material em HDTV, com resolução muito maior que
os sinais convencionais (mesmo o do DVD, por exemplo). Se o plasma (ou mesmo
projetor) não tiver conector desse tipo, o material não poderá ser exibido.
Espessura
? Continua sendo o grande charme do plasma. Certos modelos chegam a 8cm de
espessura, praticamente o equivalente a uma moldura de quadro que se pendura na
parede. A economia de espaço é extraordinária, tornando o plasma uma boa opção
para salas não muito grandes.
Tamanho de tela ? As
tradicionais 42 polegadas dos primeiros modelos ganharam companhia. Já se pode
encontrar no mercado displays de 32?, 40?, 43?, 50?, 61? e até 63?,
com os preços em geral acompanhando o aumento de tamanho. A escolha, é claro,
depende das dimensões do espaço onde a tela será instalada. Pequenas salas de
reunião, com até 6m de profundidade, podem ser bem atendidas com plasmas de
32?. Isso deve estar previsto no projeto: dependendo da distância entre a
tela e os usuários, o tamanho precisa ser maior. O projetista deve também
escolher o local mais adequado para instalar o display. Pode ser uma parede de
fundo (desde que possua estrutura para fixar os pinos de sustentação), ou
mesmo um suporte de mesa (alguns fabricantes fornecem esse acessório).
Contraste
? Aquela que era a
principal deficiência do plasma no início foi aprimorada e hoje pode atingir níveis
bem razoáveis. A taxa de contraste indica a diferença entre o máximo nível
de preto e o máximo branco que se pode enxergar numa tela. Números altos de
contraste significam que a tela exibe com maior nitidez detalhes das imagens
escuras. Valores acima de 700:1 são considerados razoáveis, mas já existem no
mercado displays de plasma que atingem até 3.000:1.
Outros recursos
?
Dependendo do tipo de utilização, pode ser interessante optar por modelos
diferentes de plasma. O que se conhece por TV de plasma é o aparelho que possui
sintonizador de canais, permitindo a recepção das emissoras comerciais via
antena. Já os displays são apenas monitores, que recebem a imagem de outras
fontes. Um problema comum no plasma é o chamado burn-in, espécie de
?fantasma? que fica na tela depois que se mantém uma imagem fixa por muito
tempo. Para prevenir essa falha, o ideal é contar com displays que possuam
descanso de tela, ou com circuitos que compensem o brilho da tela. Obs.: como em
TVs e projetores CRTs, em casos de imagens estáticas muito freqüentes podem
danificar o fósforo de forma permanente, ocasionando manchas no display, o que
também ocorre quando se usa muito
o modo 4X3.
Garantia
? Com o aumento da oferta de plasmas no Brasil, o usuário tem também mais opções
de garantia e assistência técnica. É imprescindível comprar diretamente do
fabricante ou de seus distribuidores oficiais. Equipamentos importados por meios
?informais? não são cobertos. Como trata-se de um aparelho caro e
delicado, três cuidados são essenciais na compra: verificar em detalhes as
condições da garantia, a rede de assistência técnica e o transporte
(eventuais danos causados ao aparelho durante o trajeto podem não ser cobertos
também).
* Este texto foi publicado
originalmente na revista
AUDITÓRIO&CIA.
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