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As Telas do Futuro
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Atualizado em 07/08/2008







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Logo que surgiram, por volta de 1997, os displays de plasma causaram enorme impacto no público. Os especialistas, porém, mantiveram durante muito tempo sérias reservas à qualidade de imagem produzida por esses aparelhos. Hoje, pode-se dizer que essas restrições não têm mais sentido: realmente, o plasma é uma tecnologia que veio para ficar. Se os fabricantes conseguirem baixar os custos de produção, é quase certo que terá grande mercado no futuro próximo.

Na verdade, essas ressalvas dizem mais respeito à reprodução de filmes, em que o item contraste é crítico. Para aplicações corporativas mais comuns ? como apresentações, painéis comerciais e salas de controle ? o plasma tem se revelado a solução ideal. Seu alto nível de brilho permite uso tanto em salas escuras como em espaços bem iluminados. Uma loja, por exemplo, que obrigatoriamente precisa de luz forte, pode usar um plasma para exibir mensagens promocionais ou detalhes de produtos; com um projetor, a luz ambiente tiraria boa parte do brilho da imagem, o que não acontece com o plasma.( O que é bastante minimizado com o plasma)

Já é possível ver no Brasil shopping-centers e salões de exposição onde o plasma ocupa lugar de destaque, servindo como grande atrativo ao público, sempre extasiado. Essa tendência deve se acentuar nos próximos meses, com a nova geração de plasmas que está chegando ao mercado, a um custo mais baixo e incorporando novos recursos.

Para ambientes corporativos, o plasma também é altamente recomendado em setores como treinamento, salas de reunião e de videoconferência. Além de poder ser usado em qualquer tipo de sala, independente da iluminação utilizada, os painéis de plasma têm outra vantagem: seu formato retangular (widescreen) e com tela totalmente plana permite ângulo de visão muito maior e praticamente sem distorções. Numa sala de treinamento, por exemplo, pessoas sentadas nas laterais conseguem enxergar a imagem tão bem quanto as localizadas na área central do auditório.

Veja a seguir algumas das principais características dessa nova geração:

Resolução ? Ao contrário de um TV comum, num plasma mede-se a resolução em pixels, que são elementos formadores de imagem (picture elements ? a abreviatura dessa expressão é que deu origem ao nome pixel). Os primeiros displays tinham resolução fixa, ( resolução baixa , e pouca flexibilidade)geralmente VGA (640x480 pixels), que era o padrão da época. Os mais recentes têm capacidade múltipla: aceitam sinais com resoluções diferentes. As mais comuns são SVGA (800X600), XGA (1024X768) e SXGA (1280X1024).

Quanto maior a quantidade de pixels, maior a nitidez da imagem, o que é particularmente interessante para quem trabalha com projetos do tipo CAD ou imagens em movimento. A resolução indicada pelo fabricante é a chamada ?resolução nativa? do plasma: se esta for mais baixa que a do computador, o display pode não aceitar as imagens; ou pode ser necessário o uso de um adaptador.( pode ser necessário o uso de um adaptador, ou display pode reproduzir as imagens com compressão de dados e conseqüente prejuízo da qualidade)

Conexões ? Esta sempre foi uma vantagem do plasma, que já nasceu compatível com fontes de vídeo e também computadores. Os modelos mais recentes vêm acrescentando novidades, como o conector multipinos RS232C, cuja finalidade é facilitar a integração do monitor com sistemas de automação dos tipos Crestron e AMX, permitindo o comando centralizado de todos os equipamentos da sala. Além das entradas RGB convencionais, alguns plasmas estão saindo também com terminais para sinal de vídeo emitido a partir de notebooks (chamados D-Sub), o que é interessante em apresentações. Conectores do tipo vídeo componente, ideais para filmes, também fazem parte de quase todos os novos modelos. Como regra geral, pode-se dizer que quanto mais conectores, melhor.

HDTV ? A compatibilidade com sinal de alta definição vai se tornando praticamente obrigatória em aparelhos desse nível. Por isso, os principais fabricantes de plasma já introduziram conectores específicos onde será possível ligar fontes HDTV no futuro. É bom lembrar que esse tipo de sinal ainda não está regulamentado no Brasil. Já é possível, porém, adquirir no Exterior câmeras de vídeo e players que geram material em HDTV, com resolução muito maior que os sinais convencionais (mesmo o do DVD, por exemplo). Se o plasma (ou mesmo projetor) não tiver conector desse tipo, o material não poderá ser exibido.

Espessura ? Continua sendo o grande charme do plasma. Certos modelos chegam a 8cm de espessura, praticamente o equivalente a uma moldura de quadro que se pendura na parede. A economia de espaço é extraordinária, tornando o plasma uma boa opção para salas não muito grandes.

Tamanho de tela ? As tradicionais 42 polegadas dos primeiros modelos ganharam companhia. Já se pode encontrar no mercado displays de 32?, 40?, 43?, 50?, 61? e até 63?, com os preços em geral acompanhando o aumento de tamanho. A escolha, é claro, depende das dimensões do espaço onde a tela será instalada. Pequenas salas de reunião, com até 6m de profundidade, podem ser bem atendidas com plasmas de 32?. Isso deve estar previsto no projeto: dependendo da distância entre a tela e os usuários, o tamanho precisa ser maior. O projetista deve também escolher o local mais adequado para instalar o display. Pode ser uma parede de fundo (desde que possua estrutura para fixar os pinos de sustentação), ou mesmo um suporte de mesa (alguns fabricantes fornecem esse acessório).

Contraste ? Aquela que era a principal deficiência do plasma no início foi aprimorada e hoje pode atingir níveis bem razoáveis. A taxa de contraste indica a diferença entre o máximo nível de preto e o máximo branco que se pode enxergar numa tela. Números altos de contraste significam que a tela exibe com maior nitidez detalhes das imagens escuras. Valores acima de 700:1 são considerados razoáveis, mas já existem no mercado displays de plasma que atingem até 3.000:1.

Outros recursos ? Dependendo do tipo de utilização, pode ser interessante optar por modelos diferentes de plasma. O que se conhece por TV de plasma é o aparelho que possui sintonizador de canais, permitindo a recepção das emissoras comerciais via antena. Já os displays são apenas monitores, que recebem a imagem de outras fontes. Um problema comum no plasma é o chamado burn-in, espécie de ?fantasma? que fica na tela depois que se mantém uma imagem fixa por muito tempo. Para prevenir essa falha, o ideal é contar com displays que possuam descanso de tela, ou com circuitos que compensem o brilho da tela. Obs.: como em TVs e projetores CRTs, em casos de imagens estáticas muito freqüentes podem danificar o fósforo de forma permanente, ocasionando manchas no display, o que também ocorre quando se usa muito o modo 4X3.

Garantia ? Com o aumento da oferta de plasmas no Brasil, o usuário tem também mais opções de garantia e assistência técnica. É imprescindível comprar diretamente do fabricante ou de seus distribuidores oficiais. Equipamentos importados por meios ?informais? não são cobertos. Como trata-se de um aparelho caro e delicado, três cuidados são essenciais na compra: verificar em detalhes as condições da garantia, a rede de assistência técnica e o transporte (eventuais danos causados ao aparelho durante o trajeto podem não ser cobertos também).



* Este texto foi publicado originalmente na revista AUDITÓRIO&CIA.







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Palavras-chave: As | Telas | Do | Futuro | Mercado
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