Com previsão de começar vigorar em setembro, a portabilidade numérica acirrará a competitividade do mercado de telefonia móvel e fixa e o consumidor será o principal beneficiado com a mudança.
A portabilidade numérica não permitirá apenas que os usuários mudem de prestadora de serviços mantendo o mesmo número, mas abrirá o mercado para a chegada de novos produtos. A TIM Participações S.A., holding da TIM Celular S.A. e da TIM Nordeste S.A reafirmou suas apostas no mecanismo como oportunidade de crescimento no segmento de telefonia fixa. A empresa obteve a licença fixa no ano passado com o repasse de ações do Credit Suisse.
"É sem dúvida uma oportunidade de crescimento. Até então, a possibilidade de uma segunda operadora chegar ao mercado era restrira. Não existe competitividade", disse Mario Cesar Araújo, presidente da TIM, em divulgação de balanço nesta quinta-feira.
Balanço
A companhia reportou melhoras no desempenho financeiro e operacional no segundo trimestre deste ano. Entre os fatores que colaboraram para o resultado estão o início das vendas do serviço de terceira geração, investimento em infra-estrutura própria para reduzir custos operacionais, revisão de contratos de outsorcing, aperfeiçoamento do sistema de controle e maior agressividade nas promoções tarifárias.
O prejuízo da operadora foi de R$ 34 milhões no segundo trimestre deste ano, com redução de R$ 73,9 milhões em relaçaõ aos R$ 107,9 milhões de prejuízo apurado no primeiro trimestre de 2008.
O Ebitda (resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 636, 7 milhões, um aumento de R$ 101,3 milhões (ou 18,8%) em relação ao primeiro do ano, apresentando recuperação de 2,1 pontos percentuais na margem do Ebitda, que atingiu 20%.
A margem de Ebitda foi visto pelos analistas da Corretora Ativa como fraco, 6% abaixo da projeção feita por eles. No entanto, a corretora acredita que em termos de receitas a operadora de telefonia esteve dentro das expectativas. Para a Ativa, a TIM terá de acelerar sua expansão de receitas para cima de 9% no segundo semestre de 2008, bem como atingir uma margem de Ebitda que se aproxime de 25%.
A receita líquida total atingiu R$ 3,19 bilhões, com crescimento de 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2008. A receita líquida de serviços apresentou um crescimento anual de 6,8%, alcançando R$ 2,97 bilhões.
Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento da receita líquida de serviços foi de 4,7%.
O resultado foi impulsionado pela contínua expansão do tráfego de voz com incremento de 7% na Média de Uso de Minutos (MOU), que atingiu 100 minutos, e pelo aumento do uso de Serviços de Valor Agregado (VAS). No período de um ano, a receita de VAS cresceu 49,1% alcançando R$ 397,1 milhões e já representa 9,8% da receita bruta total de serviços, refletindo positivamente a estratégia da companhia com foco na convergência após dois meses do lançamento de serviços de terceira geração.
Reestruturação de comando
A TIM anunciou uma nova estrutura organizacional no país. O presidente da operadora Mario Cesar Araújo acumulará, temporariamente, três cargos. Além de presidente, o executivo vai responder pela direção geral da empresa, em cargo ocupado por Francisco Locati, que volta para a Itália. A tereceira função, recém criada com a reestruturação, será de COO - responsável pelas operações -, ao lado de Guglielmo Noya. O CFO, Gian Andrea Castelli Rivolta, deixa o cargo e é substituído por Claudio Zezza. O processo de reestruturação foi feita pela consultoria BoozAllen. Mario Cesar disse que não estão previstas novas mundanças nos próximos meses.
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