O mundo tem atualmente 310 milhões de assinantes de banda larga, de acordo com o diretor da consultoria Promon, Jorge Leonel. "A expectativa é que até 2010 cheguemos a 400 milhões de assinantes de banda larga", prevê o especialista.
No Brasil, a taxa de penetração de banda larga em residências é de 10,6%, um pouco atrás da China, por exemplo. "Se comparado a outros países, nós não estamos tão abaixo da média, já que a China tem uma taxa de penetração de 12,6% já os Estados Unidos, está bem na frente com 45%", analisa Leonel. O Brasil aparece em 11º lugar no ranking mundial de banda larga, a frente de países como Austrália, México e India.
A diferença, segundo ele, é que a banda larga nesses países avança mais rápido do que no Brasil. Mas o especialista acredita que a oferta de serviços do tipo que utilizem a rede de telefonia móvel poderá contribuir para ampliar a taxa de penetração da banda larga no Brasil. Uma das opções, neste caso, é a terceira geração de telefonia celular.
"Um dos caminhos para a massificação do 3G é seguir na banda larga móvel o mesmo modelo de negócio utilizado na banda larga fixa: o usuário paga uma assinatura fixa e acessa qualquer conteúdo que desejar, além de desvincular o conteúdo acessado do controle da operadora", sugere Leonel.
Mas ele ressalta que a terceira geração de telefonia celular se tornará popular caso alguns incentivos aconteçam, entre eles o barateamento dos aparelhos, a oferta diferenciada de pacotes de conteúdo, a divulgação da tecnologia e a educação do usuário para o uso da tecnologia.
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