
Luiz Antonio Picolo
As 10 questões mais intrigantes sobre transferência de filmes para vídeo.
Como em qualquer assunto, sempre encontramos alguém que parece ?saber tudo? sobre cinema, ou melhor, sobre tudo o que acontece no mundo do cinema. É o ?entendido?. Eu mesmo, sempre que me deparava com essa pessoa ouvia comentários do tipo: ?Ah! Essa é uma reprodução pavorosa. O estúdio matou o filme?; ou ?Esse disco tem o formato errado e o áudio deveria ser em estéreo, mas a coisa toda rola em mono?; ou ?Não pegue esse! Espere sair em formato widescreen ou letterbox. Você perde metade da imagem na versão tela cheia?.
Por mais chatas que essas pessoas possam ser, obviamente algumas vezes suas críticas são justificadas.
Porém, na maioria das vezes elas estão totalmente fora da realidade e não têm a mais vaga idéia da realidade que está por trás da transferência de filmes. Mas, por que essas coisas acontecem? Por que os estúdios erram tão constantemente? Será que os técnicos são tão despreparados? Aqui estão as respostas para 10 das perguntas mais freqüentes sobre o assunto (os termos técnicos podem ser esclarecidos consultando o glossário da edição nº 36 - maio/99):
1 ? Por que o DVD ou Laserdisc do seu título favorito mais parece uma brincadeira de mau gosto? A transferência para vídeo de qualquer dos títulos atuais ? mesmo os de pequena projeção - é quase sempre supervisionada e aprovada pelo diretor do filme e/ou pelo diretor de fotografia, em conjunto com vários outros representantes do estúdio. Para o bem ou para o mal, a cor que é transferida para o vídeo é exatamente aquela que o diretor entende que deve ser vista. Mesmo que se concorde (ou não) com esta teoria, quando se trata da transferência do filme para o vídeo o diretor tem a última palavra. Alguns podem argumentar que nem sempre a escolha do diretor é a melhor. Porém, o processo de transferência do filme para fita, Laserdisc ou DVD é muito participativo e colaborativo e requer que o diretor de telecine tenha muita experiência.
2 ? O que o diretor de telecine realmente faz?
Luiz Antonio Picolo
As 10 questões mais intrigantes sobre transferência de filmes para vídeo.
Como em qualquer assunto, sempre encontramos alguém que parece ?saber tudo? sobre cinema, ou melhor, sobre tudo o que acontece no mundo do cinema. É o ?entendido?. Eu mesmo, sempre que me deparava com essa pessoa ouvia comentários do tipo: ?Ah! Essa é uma reprodução pavorosa. O estúdio matou o filme?; ou ?Esse disco tem o formato errado e o áudio deveria ser em estéreo, mas a coisa toda rola em mono?; ou ?Não pegue esse! Espere sair em formato widescreen ou letterbox. Você perde metade da imagem na versão tela cheia?.
Por mais chatas que essas pessoas possam ser, obviamente algumas vezes suas críticas são justificadas.
Porém, na maioria das vezes elas estão totalmente fora da realidade e não têm a mais vaga idéia da realidade que está por trás da transferência de filmes. Mas, por que essas coisas acontecem? Por que os estúdios erram tão constantemente? Será que os técnicos são tão despreparados? Aqui estão as respostas para 10 das perguntas mais freqüentes sobre o assunto (os termos técnicos podem ser esclarecidos consultando o glossário da edição nº 36 - maio/99):
1 ? Por que o DVD ou Laserdisc do seu título favorito mais parece uma brincadeira de mau gosto? A transferência para vídeo de qualquer dos títulos atuais ? mesmo os de pequena projeção - é quase sempre supervisionada e aprovada pelo diretor do filme e/ou pelo diretor de fotografia, em conjunto com vários outros representantes do estúdio. Para o bem ou para o mal, a cor que é transferida para o vídeo é exatamente aquela que o diretor entende que deve ser vista. Mesmo que se concorde (ou não) com esta teoria, quando se trata da transferência do filme para o vídeo o diretor tem a última palavra. Alguns podem argumentar que nem sempre a escolha do diretor é a melhor. Porém, o processo de transferência do filme para fita, Laserdisc ou DVD é muito participativo e colaborativo e requer que o diretor de telecine tenha muita experiência.
2 ? O que o diretor de telecine realmente faz?Os operadores de telecine são responsáveis por controlar todos os aspectos da transferência de um filme para vídeo, como cor, brilho, contraste, sombras, texturas, composição e formatos, bem como os níveis e as equalizações do som, além de editar e unir eletronicamente as partes de cada ?rolo? de filme. São utilizados computadores para gravar cores e posições, pois as cenas são ajustadas uma a uma, cada qual a seu tempo (daí o termo ?correção de cores cena-a-cena?).
3 ? Por que o formato ?letterbox? está errado em um determinado DVD ou Laserdisc?Alguém pode ter tomado a decisão de mudar o formato para encobrir problemas originários da transferência do filme, tais como marcas luminosas, linhas de emenda, marcas de cola, etc. É até possível que o operador de telecine tenha errado e desajustado o equipamento. Nem todos os equipamentos têm o alinhamento SMPTE (Standard Motion Picture Telecine) apropriado para atingir o tamanho correto, ou o Pandora Electronic Cursor Generator, acessório que serve para determinar o tamanho exato da tela em letterbox. Todas as transferências "letterbox" são ajustadas utilizando o tamanho total do monitor da sala de telecine. Existe a possibilidade de que o aparelho de TV ou o projetor venha a cortar alguma parte da imagem nos lados extremos da tela. Isso fará com que não seja possível um aproveitamento do verdadeiro formato mostrado na transferência.
4 ? O que quer dizer ?masterizado digitalmente? ? Na verdade, todas as transferências de telecine são gravadas em um dos muitos formatos digitais de fita de vídeo. É que, em teoria, esses formatos podem ser copiados centenas de vezes sem perder qualidade na imagem. Na prática, existem limitações atribuídas a erros digitais, mas o formato é ainda preferido aos formatos analógicos, como o de 1 polegada, o Betacam e o M-II. Alguns estúdios gostam de identificar qualquer filme transferido para fita de vídeo digital como ?masterizado digitalmente?, mas isso não quer dizer que a imagem foi corrigida e processada no meio digital.
5 ? Por que a transferência para vídeo de certos filmes aparece tão granulada, manchada ou cheia de ídos)?Um dos muitos recursos à disposição do operador de telecine é o redutor de ruídos ou interferências, como o Rank FGR (film-grain remover) ou o Accom DIE-125. Esses dispositivos analisam eletronicamente a cena pixel por pixel, determinam quais estão fora do padrão e quais fazem parte da imagem no momento. O redutor de interferências elimina o pixel problemático e o substitui por nova informação. Utilizado com cuidado, esse aparelho pode remover cerca de 50% das granulações, manchas e riscos da imagem de um filme. Mas há um problema: quando é acionado com muita freqüência, a imagem tende a exibir uma aparência suja e é criada uma névoa sobreposta à cena. Isto é muito comum em cenas escuras, de movimentos rápidos e com grande contraste. Nos piores casos pode-se ver uma sombra do primeiro ponto que foi sobreposto, o que é fácil de ser descoberto nos discos Laserdisc gravados em CAV.
6 ? Que tipo de áudio foi colocado em um DVD ou Laserdisc? Eu tinha certeza que era estéreo, mas não é!!!O áudio é considerado o vilão da história em um processo de transferência de filme para vídeo. São poucos os técnicos de vídeo que se preocupam com a qualidade sonora, e é raro encontrar mais do que o básico, em se falando de caixas acústicas, em uma sala de transferência. Mesmo assim, a transferência não resulta deliberadamente em som ruim. Os filmes produzidos antes da Era Dolby geralmente não têm redutores de ruído e parecem barulhentos e repletos de chiados, se comparados aos filmes mais modernos. Existem meios para eliminar ou reduzir os ruídos: o mais simples é o filtro passa-baixas (low-pass filter) ? que elimina as altas freqüências, mas isso tira a energia e o brilho do som. Os filtros mais sofisticados são ativados somente quando o som não aparece, que é onde o ruído está presente. Utilizado com cuidado, o último recurso pode funcionar bem em algumas situações. Mais recentemente, com as técnicas digitais, os técnicos de áudio puderam remover ruídos sem introduzir ?efeitos colaterais? na qualidade sonora do filme.
7 ? Por que o mesmo filme que tenho em DVD ou Laserdisc parece melhor em um canal pay-per-view?Exceto em raríssimos casos, uma transferência nunca é realizada especificamente para um determinado meio, especialmente se for um filme atual e de sucesso. Geralmente, a mesma fita matriz é utilizada para fitas VHS, DVDs, Laserdiscs, pay-per-view, redes de televisão, linhas aéreas, hotéis, etc. Nos EUA, essa transferência custa mais de US$ 7.000 por título. Produções mais específicas podem fazer esses custos triplicar ou quadruplicar. O que seria considerado um vídeo de qualidade em 1985 pode parecer ruim nos aparelhos digitais de hoje. Atualmente, as maiores companhias de pay-per-view insistem em que todos os programas que são transmitidos sejam masterizados digitalmente. Elas não aceitam que transferências analógicas sejam processadas para uma fita digital, particularmente se essa transferência for muito antiga e estiver ruim. Nesse caso, o estúdio ou a empresa de pay-per-view tem que investir na retransferência o título para uma fita digital. Outro fator é que os equipamentos digitais têm tido um desenvolvimento muito grande. Se possuirmos um Laserdisc de 1988 e formos compará-lo com uma transferência atual que a HBO esteja transmitindo, esta última será provavelmente bem melhor.
8 ? Por que as imagens no formato ?letterbox? parecem às vezes tão trêmulas e vacilantes ?O padrão NTSC é limitado ao máximo de 525 linhas de resolução vertical. Quando 40% da imagem de um filme no formato 2.35:1 transferido anamorficamente é desperdiçada na área de ?letterbox? (leia sobre formatos de filmes en HT nº 12 ? maio/97), a resolução que sobra não é suficiente para tornar visível uma série de detalhes. A aparelhagem utilizada para ?escanear? o filme original é ajustada ao máximo na tentativa de reproduzir informações de alta resolução. O escaneamento acontece 60 vezes por segundo e cria um problema de interferência conhecido como tremulação entre linhas. Até que tenhamos monitores de alta resolução (HDTV), não existem meios de resolver esse problema em NTSC. Ironicamente, na medida em que os equipamentos foram ficando melhores a cada ano, os problemas foram se tornando mais visíveis e intoleráveis.
9 ? Por que algumas vezes aparecem riscos, grades ou outras interferências em cenas de efeitos especiais? Todas as transferências de filmes para vídeo são realizadas a partir de ?interpositivos? de 35mm (também chamados de positivos mestres ou, abreviando-se, IPs), uma cópia positiva do negativo original da câmera. O IP tem uma granulação muito pequena, tornando-o quase uma imagem espelhada do filme que saiu da câmera. Também por não ter nenhuma emenda, o risco do IP ser parado no equipamento Rank é quase nulo. Inicialmente os estúdios gostavam de usar os IPs porque eram baratos, estavam disponíveis, e eles não tinham que gastar muito dinheiro preparando uma cópia especial para o telecine. Os interpositivos também contêm muito mais detalhes que uma cópia normal, o que é provavelmente o seu maior trunfo.
10 ? Por que às vezes não existem capítulos, índices de conteúdo, lados CAV ou materiais extra nos Laserdiscs e DVDs? As respostas geralmente são encontradas nas políticas dos estúdios e nos fatores tempo e dinheiro. Os negócios "DVD" e "Laserdisc" estão situados em um pequeno nicho de mercado, que dá um lucro muito pequeno se comparado com a vasta indústria de home video. Os estúdios raramente contam com pessoas que tomariam cuidado com esses detalhes ao trabalhar com eles. Mas alguns distribuidores (Criterion, Fox Video, Image Entertainment e Pioneer Classics) estão definindo um padrão para o resto da indústria, com lançamentos contendo paradas em capítulos, mudanças de lado (camada extra no DVD), materiais extras, etc. O lançamento de um título em geral decorre pura e simplesmente de uma decisão econômica. Se o estúdio estiver convencido de que o título vai vender, ele será lançado; caso contrário não. Se o estúdio tiver muitos pedidos, eles ouvirão os colecionadores e distribuidores que pedem por certos títulos.
Os operadores de telecine são responsáveis por controlar todos os aspectos da transferência de um filme para vídeo, como cor, brilho, contraste, sombras, texturas, composição e formatos, bem como os níveis e as equalizações do som, além de editar e unir eletronicamente as partes de cada ?rolo? de filme. São utilizados computadores para gravar cores e posições, pois as cenas são ajustadas uma a uma, cada qual a seu tempo (daí o termo ?correção de cores cena-a-cena?).
3 ? Por que o formato ?letterbox? está errado em um determinado DVD ou Laserdisc?Alguém pode ter tomado a decisão de mudar o formato para encobrir problemas originários da transferência do filme, tais como marcas luminosas, linhas de emenda, marcas de cola, etc. É até possível que o operador de telecine tenha errado e desajustado o equipamento. Nem todos os equipamentos têm o alinhamento SMPTE (Standard Motion Picture Telecine) apropriado para atingir o tamanho correto, ou o Pandora Electronic Cursor Generator, acessório que serve para determinar o tamanho exato da tela em letterbox. Todas as transferências "letterbox" são ajustadas utilizando o tamanho total do monitor da sala de telecine. Existe a possibilidade de que o aparelho de TV ou o projetor venha a cortar alguma parte da imagem nos lados extremos da tela. Isso fará com que não seja possível um aproveitamento do verdadeiro formato mostrado na transferência.
4 ? O que quer dizer ?masterizado digitalmente? ? Na verdade, todas as transferências de telecine são gravadas em um dos muitos formatos digitais de fita de vídeo. É que, em teoria, esses formatos podem ser copiados centenas de vezes sem perder qualidade na imagem. Na prática, existem limitações atribuídas a erros digitais, mas o formato é ainda preferido aos formatos analógicos, como o de 1 polegada, o Betacam e o M-II. Alguns estúdios gostam de identificar qualquer filme transferido para fita de vídeo digital como ?masterizado digitalmente?, mas isso não quer dizer que a imagem foi corrigida e processada no meio digital.
5 ? Por que a transferência para vídeo de certos filmes aparece tão granulada, manchada ou cheia de ídos)?Um dos muitos recursos à disposição do operador de telecine é o redutor de ruídos ou interferências, como o Rank FGR (film-grain remover) ou o Accom DIE-125. Esses dispositivos analisam eletronicamente a cena pixel por pixel, determinam quais estão fora do padrão e quais fazem parte da imagem no momento. O redutor de interferências elimina o pixel problemático e o substitui por nova informação. Utilizado com cuidado, esse aparelho pode remover cerca de 50% das granulações, manchas e riscos da imagem de um filme. Mas há um problema: quando é acionado com muita freqüência, a imagem tende a exibir uma aparência suja e é criada uma névoa sobreposta à cena. Isto é muito comum em cenas escuras, de movimentos rápidos e com grande contraste. Nos piores casos pode-se ver uma sombra do primeiro ponto que foi sobreposto, o que é fácil de ser descoberto nos discos Laserdisc gravados em CAV.
6 ? Que tipo de áudio foi colocado em um DVD ou Laserdisc? Eu tinha certeza que era estéreo, mas não é!!!O áudio é considerado o vilão da história em um processo de transferência de filme para vídeo. São poucos os técnicos de vídeo que se preocupam com a qualidade sonora, e é raro encontrar mais do que o básico, em se falando de caixas acústicas, em uma sala de transferência. Mesmo assim, a transferência não resulta deliberadamente em som ruim. Os filmes produzidos antes da Era Dolby geralmente não têm redutores de ruído e parecem barulhentos e repletos de chiados, se comparados aos filmes mais modernos. Existem meios para eliminar ou reduzir os ruídos: o mais simples é o filtro passa-baixas (low-pass filter) ? que elimina as altas freqüências, mas isso tira a energia e o brilho do som. Os filtros mais sofisticados são ativados somente quando o som não aparece, que é onde o ruído está presente. Utilizado com cuidado, o último recurso pode funcionar bem em algumas situações. Mais recentemente, com as técnicas digitais, os técnicos de áudio puderam remover ruídos sem introduzir ?efeitos colaterais? na qualidade sonora do filme.
7 ? Por que o mesmo filme que tenho em DVD ou Laserdisc parece melhor em um canal pay-per-view?Exceto em raríssimos casos, uma transferência nunca é realizada especificamente para um determinado meio, especialmente se for um filme atual e de sucesso. Geralmente, a mesma fita matriz é utilizada para fitas VHS, DVDs, Laserdiscs, pay-per-view, redes de televisão, linhas aéreas, hotéis, etc. Nos EUA, essa transferência custa mais de US$ 7.000 por título. Produções mais específicas podem fazer esses custos triplicar ou quadruplicar. O que seria considerado um vídeo de qualidade em 1985 pode parecer ruim nos aparelhos digitais de hoje. Atualmente, as maiores companhias de pay-per-view insistem em que todos os programas que são transmitidos sejam masterizados digitalmente. Elas não aceitam que transferências analógicas sejam processadas para uma fita digital, particularmente se essa transferência for muito antiga e estiver ruim. Nesse caso, o estúdio ou a empresa de pay-per-view tem que investir na retransferência o título para uma fita digital. Outro fator é que os equipamentos digitais têm tido um desenvolvimento muito grande. Se possuirmos um Laserdisc de 1988 e formos compará-lo com uma transferência atual que a HBO esteja transmitindo, esta última será provavelmente bem melhor.
8 ? Por que as imagens no formato ?letterbox? parecem às vezes tão trêmulas e vacilantes ?O padrão NTSC é limitado ao máximo de 525 linhas de resolução vertical. Quando 40% da imagem de um filme no formato 2.35:1 transferido anamorficamente é desperdiçada na área de ?letterbox? (leia sobre formatos de filmes en HT nº 12 ? maio/97), a resolução que sobra não é suficiente para tornar visível uma série de detalhes. A aparelhagem utilizada para ?escanear? o filme original é ajustada ao máximo na tentativa de reproduzir informações de alta resolução. O escaneamento acontece 60 vezes por segundo e cria um problema de interferência conhecido como tremulação entre linhas. Até que tenhamos monitores de alta resolução (HDTV), não existem meios de resolver esse problema em NTSC. Ironicamente, na medida em que os equipamentos foram ficando melhores a cada ano, os problemas foram se tornando mais visíveis e intoleráveis.
9 ? Por que algumas vezes aparecem riscos, grades ou outras interferências em cenas de efeitos especiais? Todas as transferências de filmes para vídeo são realizadas a partir de ?interpositivos? de 35mm (também chamados de positivos mestres ou, abreviando-se, IPs), uma cópia positiva do negativo original da câmera. O IP tem uma granulação muito pequena, tornando-o quase uma imagem espelhada do filme que saiu da câmera. Também por não ter nenhuma emenda, o risco do IP ser parado no equipamento Rank é quase nulo. Inicialmente os estúdios gostavam de usar os IPs porque eram baratos, estavam disponíveis, e eles não tinham que gastar muito dinheiro preparando uma cópia especial para o telecine. Os interpositivos também contêm muito mais detalhes que uma cópia normal, o que é provavelmente o seu maior trunfo.
10 ? Por que às vezes não existem capítulos, índices de conteúdo, lados CAV ou materiais extra nos Laserdiscs e DVDs? As respostas geralmente são encontradas nas políticas dos estúdios e nos fatores tempo e dinheiro. Os negócios "DVD" e "Laserdisc" estão situados em um pequeno nicho de mercado, que dá um lucro muito pequeno se comparado com a vasta indústria de home video. Os estúdios raramente contam com pessoas que tomariam cuidado com esses detalhes ao trabalhar com eles. Mas alguns distribuidores (Criterion, Fox Video, Image Entertainment e Pioneer Classics) estão definindo um padrão para o resto da indústria, com lançamentos contendo paradas em capítulos, mudanças de lado (camada extra no DVD), materiais extras, etc. O lançamento de um título em geral decorre pura e simplesmente de uma decisão econômica. Se o estúdio estiver convencido de que o título vai vender, ele será lançado; caso contrário não. Se o estúdio tiver muitos pedidos, eles ouvirão os colecionadores e distribuidores que pedem por certos títulos.
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