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Tratamento Acústico para Home Theater, parte 1
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Atualizado em 07/08/2008







Esqueça aquelas dicas práticas cheias de medições, comprimentos de onda, taxas de reverberação, ondas estacionárias e terminologias técnicas similares. O que todo mundo precisa, na hora de acertar o som de sua sala, é de um método simples e prático ? de preferência sem cálculos matemáticos ? para melhorar o rendimento sonoro de seu equipamento. Claro, é preciso entender alguns conceitos acústicos básicos, mas especialmente para quem tem um home theater as soluções são bem mais fáceis do que se imagina.



A maioria dos especialistas concorda com um antigo conceito de áudio chamado live end/dead end. Tradução livre: lado vivo/lado morto. Um espaço vivo é aquele onde há muitas superfícies duras, reflexivas, como pedras, mármores e vidros. Espaço morto seria aquele onde há muito material absorvente, como estofados, tapetes, grossas cortinas de tecido, etc. Para home theater, em geral é melhor quando o lado morto está na frente da sala, junto à tela e às caixas acústicas frontais, enquanto a parte de trás ? próximo ao sofá e às caixas surround ? seria, de preferência, o lado vivo. Mantendo o lado da frente com maior nível de absorção, consegue-se melhor posicionamento dos sons, ou seja, é possível identificar com maior naturalidade os sons que vêm da esquerda, do centro ou da direita. Na parte traseira da sala exige-se exatamente o oposto: o som deve ser o mais difuso possível, para acentuar a sensação de envolvimento.



Tudo é muito fácil, então, certo? Bem, não exatamente. Não basta colocar todos os estofados perto da estante e encher aquele espaço de grossos tapetes, até porque é preciso observar o layout geral da sala. Como tudo em áudio, o problema está nas variáveis envolvidas, ou em até que ponto você deseja o seu ambiente vivo ou morto. De modo geral, pode-se afirmar que ambientes com maior absorção são mais indicados para filmes, mas tornam a reprodução musical fria e sem vida. Deixando a área frontal mais viva geralmente se consegue sentir melhor a delicadeza da música, principalmente a percussão e os instrumentos acústicos. Já para filmes esse recurso pode simplesmente destruir a precisão dos efeitos sonoros. Tudo, como se vê, é uma questão de equilíbrio.



Felizmente para quem quer extrair o máximo do seu equipamento, já existem formas de se conseguir tal equilíbrio. Pode-se, por exemplo, adquirir painéis acústicos que, colocados em pontos estratégicos da sala, ajudam a absorver e/ou difundir o som. Existem vários produtos desse tipo, e os fabricantes em geral oferecem também consultoria sobre a melhor forma de empregá-los. Se você tiver condições de aplicar revestimentos acústicos em sua sala ? o que implica investir tempo e dinheiro nisso ? ótimo: um bom projeto se encarregará de fazer de seu ambiente um espaço equilibrado. Há, porém, uma dificuldade inerente a esses produtos: é preciso casá-los bem com a decoração, e nem sempre o que fica mais bonito é o mais recomendável acusticamente.



Você pode também melhorar a acústica de sua sala utilizando os próprios itens da decoração, como estofados, tapetes, estantes, cortinas e até quadros nas paredes. Mas, de uma ou de outra forma, é importante entender como funciona a circulação das ondas sonoras pelo ambiente, o que vale tanto para home theater como para salas de música. O primeiro conceito a ser entendido é que o som que se ouve não vem apenas das caixas acústicas, embora estas sejam a fonte acústica principal. Ao sair das caixas, o som reflete em todas as superfícies (piso, teto e paredes) e também ao rebater em móveis e demais objetos. Dependendo do tipo de material de cada superfície, esse fenômeno resulta em reverberação ou ecos (quando são materiais reflexivos) ou então em amortecimento do som (quando se trata de superfícies absorventes).



Com algum cuidado e paciência, você pode controlar tanto as reflexões como o amortecimento, e isso em todo o espectro sonoro, ou seja, nos graves como nos médios e nos agudos. Cada material tem suas características acústicas. Cortinas de veludo, por exemplo, são tidas como altamente absorventes, mas na verdade só são eficientes para amortecer as freqüências médias e altas (agudos); nos graves, essas cortinas têm pouca influência. O desempenho acústico de seu equipamento vai depender, portanto, da correta adequação entre os vários materiais existentes na sala (além, é claro, da boa qualidade dos aparelhos em si).





* Tony Grimani é instalador profissional baseado na Califórnia. O texto acima foi publicado originalmente na RESIDENTIAL SYSTEMS. ©



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Palavras-chave: Tratamento | Acústico | Para | Home | Theater
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