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Tutorial: filtros de conteúdo
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Atualizado em 26/09/2008

Todo pai que se preza deve ter pelo menos um pouquinho de preocupação com o que seus filhos andam fazendo na Internet ou com o tempo que dedicam aos passatempos online. Polêmicas à parte, da mesma forma, quantos não são os empregadores que gostariam de restringir o acesso de seus funcionários a salas de bate-papo, sites eróticos e joguinhos online durante o expediente?

Uma solução simples, ainda que longe de ser infalível, para ambas as questões pode ser um programa de controle de navegação, como o CyberPatrol, objeto deste tutorial. Opções é que não vão faltar: além do software que avaliamos, você pode experimentar os clássicos NetNanny e CyberSitter - todos vendidos na Web a US$ 40, com direito a 10 a 15 dias de experiência antes da compra.

A instalação do Cyber Patrol é muito simples. Além das perguntas habituais, você só terá que responder como é a sua conexão à Internet ? automática, a não ser que você use um servidor proxy (Figura 1) e selecionar o tipo de ambiente e usuário ? o que determinará o nível de restrições (Figura 2). Em nosso teste, selecionamos ambiente ?residencial? (home) e usuário ?criança? (child) ? o mais restritivo ? , escolhemos uma senha de acesso e concluímos a instalação (Figura 3).

 Chamando o quartel general!

Depois de instalado, o programa exibe uma barra de ferramentas chamada de ?Quartel General? (Headquarters, ou HQ) que pode ser fechada tranqüilamente, pois o ícone do software se mantém ativo na barra de tarefas do Windows (Figura 4). A partir daí, tudo o que tentarem fazer na Internet a partir deste computador precisará ser aprovado pelo programa. De cara, tentamos acessar o site da Disney e recebemos uma tela de ?Acesso Restrito? (Figura 5). Calma: não há nada de errado com a página... o problema é que ainda era muito cedo, e o padrão do filtro infantil é impedir o acesso a qualquer coisa entre 23h e 7h. A tela que barra o acesso também fornece um link para digitação da senha, caso precisemos desativar a proteção momentaneamente.

Usando o botão ?Open Headquarters? da barra de ferramentas, chegamos ao módulo de configuração do programa (Figura 6). Aqui é possível gerenciar os perfis de usuário, personalizar os filtros, consultar os relatórios do monitoramento de acesso e outras coisinhas mais. Tudo mediante senha, é claro.

Na área de gerenciamento de usuários (Figura 7), não há muito mais o que fazer além de criar e apagar perfis e acessar as páginas de personalização de filtros para cada um deles, além de escolher o tipo de bloqueio de cada um. No modo ?espacial?, por exemplo, a tela tosca de Acesso Restrito e substituída por uma ?tecnológica? mensagem de Acesso Negado ilustrada por um disco voador parado num sinal vermelho (Figura 8).

Todo tipo de censura é possível

Os tipos de personalização possíveis são vários: gerenciamento de tempo, filtro da Web, restrições a programas, ?ChatGard?, filtro de newsgroups, monitoramento e desativação instantânea. Todos podem ser ligados e desligados e muitos têm várias subopções e níveis de agressividade (Figura 9). Da primeira vez que chegamos a esta tela, está tudo configurado de acordo com o perfil (?criança?, lembra?) que escolhemos na hora da instalação do programa.

O filtro de gerenciamento de tempo, como já mencionado, impede o uso da Internet nos horários determinados ? a hora de dormir ou de fazer o dever de casa, por exemplo (se bem que o acesso à Web pode ser muito útil na hora dos estudos). Também possibilita a criação de um limite diário ou semanal de navegação, para obrigar a criançada a sair da frente do computador, com a opção de avisá-los alguns minutos antes do tempo acabar, como se fosse um cybercafé (Figura 10).

No filtro da Web, outra lista de perfis permite escolher os níveis de acesso pré-configurados para crianças, adolescentes, adolescentes maduros e funcionários (Figura 11). Cada um deles permite ou filtra em diferentes níveis o acesso a conteúdo adulto, chat, atividades criminosas, drogas, jogos de azar, roupa íntima, hacking, discriminação, educação sexual, violência, armas e proxies remotos (que poderiam ser usados para acessar sites proibidos).

Já o filtro de chat, batizado de ChatGard, permite selecionar programas de bate-papo e criar listas de palavras ou frases proibidas (Figura 12). Além dos palavrões habituais, os produtores do CyberPatrol recomendam o bloqueio de termos que possam expor as crianças da casa à ação de pedófilos e afins ? endereços, sobrenomes, números de telefone e qualquer coisa que ligue o mundo virtual ao real.

 

Privacidade zero, por um bom motivo

Os recursos de monitoração, em vez de bloquear, registram tudo o que é acessado a partir daquele computador. Se você não quer restringir a navegação de seus filhos ou funcionários, mas quer saber o que eles andaram fazendo na sua ausência, é só ativar este recurso (Figura 13). Para não invadir demais a privacidade de ninguém ou para facilitar a consulta depois, é possível optar por registrar apenas os acessos a sites de conteúdo questionável.

Clicando em ?View Activity Explorer?, chegamos à lista de tudo o que foi visto no micro nas últimas duas semanas (Figura 14), com informações sobre o que foi permitido e o que foi bloqueado. Infelizmente, o funcionamento do programa não é perfeito: ele filtrou o acesso ao WNews, cujo conteúdo classificou como ?Adulto? ou ?Sexualmente Explícito? e autorizou a navegação no ensaio da Bruna Bianco no The Girl, site de fotos sensuais do Terra (Figura 15). Vá entender...

Em casos como esse, é possível melhorar os resultados manualmente, acrescentando sites a uma lista de endereços proibidos (Adeus, Bruna Bianco!) ou à White List, que libera o acesso (Afinal, quem consegue viver sem o WNews?). O recurso de monitoração ajuda nisso, pois permite que avaliemos o que passou e o que foi bloqueado. E se você for um pai/chefe realmente controlador, pode até limitar o acesso apenas aos sites listados na White List. É ou não é um negócio da China? No mau sentido, é claro :-)

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