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Tutorial: o futuro da conectividade
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Atualizado em 24/09/2008

Alguns anos atrás, conexões como Bluetooth, infra-vermelho eram praticamente desconhecidas do grande público. Hoje, com a popularização de celulares e computadores, essas tecnologias são recursos indispensáveis em qualquer gadget intermediário. Com isso, agora cabe a pergunta: o que vem depois? Portanto, caro leitor, não estranhe se, em no máximo dois anos, o seu próximo celular, notebook ou PC trouxer funções de conectividade com nomes como UWB e ZigBee. E, até mesmo uma outra sigla, conhecida popularmente como RFID fará parte do seu dia-a-dia mais rápido do que você imagina. Veja o que cada uma delas oferece em termos de rapidez e praticidade. Os ?filhos? do Bluetooth Podemos dizer que o Bluetooth conta com dois ?filhotes? que o sucederão em pouco tempo: o ZigBee e o UWB. Ambos pertencem a um grupo do mundo wireless denominado WPAN (Wireless Personal Area Network), que abriga tecnologias de transmissão de pequeno alcance, mais precisamente em metros - algumas delas podem chegar a dezenas de metros. ZigBee: é uma tecnologia desenvolvida pela ZigBee Alliance, que tem entre seus membros empresas como Philips, Siemens, Samsung, Motorola, Texas Instruments, entre outras. Baseado no padrão 802.15.4, este protocolo promete ser muito usado principalmente nas áreas de controle residencial, automação industrial e também de prédios. Em uma indústria, por exemplo, estima-se que o uso deste sistema garanta uma economia de até 30% em fiação. UWB: sigla para Ultrawideband, o UWB usa o padrão de transmissão 802.15.3 (em caráter provisório) e foi desenvolvido inicialmente em pesquisas militares, sendo liberada para uso comercial em 2002. Seu maior atrativo é a altíssima velocidade na taxa de transmissão de dados ? até 500 Mbps (megabits por segundo) em uma distância de até 4 m. Caso essa distância aumente para 10 m, a velocidade cai para 110 Mbps, sendo que seu sinal consegue ser mantido até mesmo se houver uma parede como obstáculo - um diferencial e tanto se levarmos em conta que se trata de uma conectividade de pequeno alcance. Um entrave para uma evolução mais rápida do UWB é a briga protagonizada entre os dois grupos que desenvolvem a tecnologia, o WiMedia Alliance, liderado por Intel, Microsoft e Nokia, e o UWB Forum, capitaneado pela Motorola. Com o embate entre os dois grupos, a tecnologia UWB do WiMedia acaba não sendo compatível com a de seu rival, que também é conhecida como Wireless USB. Nesta corrida, o UWB Forum está um passo à frente, já que foi escolhido pelo SIG (Bluetooth Special Interest Group) como um potencial sucessor do Bluetooth sobre 100 Mbps (o Bluetooth utilizado atualmente tem limitação de velocidade de 1Mbps). NFC: também conhecido como Near Field Communications, essa tecnologia foi desenvolvida pela Sony e pela NXP. Ela é direcionada principalmente para dispositivos móveis como celulares e handhelds, sendo projetada para pagamentos em geral. Operadoras como a Cingular Wireless, Orange, Telefonica, TIM, China Mobile, entre outras, já usam este sistema, além de desenvolver aplicações para a mesma.  Outros RFID: sigla para Radio Frequency Identification (Identificação por Radiofreqüência, em português), o RFID utiliza ondas de rádio para acessar dados armazenados em um microchip, também conhecidos como tags RFID. O sistema pode ser usado para identificar praticamente qualquer coisa. Como um CPF ou RG, a parte de identificação do RFID é composta por um conjunto de números. Cada chip tem um código eletrônico de produto que é único (também conhecido como EPC ? Electronic Product Code) e que pode ser consultado por meio de antenas de radiofreqüência.

Ou seja, quando a etiqueta é colada em uma lata de refrigerante, uma televisão, um cachorro ou uma pessoa, a etiqueta, ou tag, transmite a informação para antenas com freqüência compatível e essas antenas ativam o chip, eletronicamente, identificando o produto. Atualmente, empresas como a Hitachi desenvolvem tags cada vez menores, que permitem que as mesmas sejam utilizadas até mesmo em documentos. Entre os sistemas de conectividades que substituirão os atuais, o RFID está entre os mais evoluídos, sendo utilizado comercialmente inclusive no Brasil, com projetos-piloto feitos em parceria entre o CBD (Companhia Brasileira de Distribuição, pertencente ao Grupo Pão de Açucar) e as empresas Gillette, Procter&Gamble, CHEP e Accenture.

Neste programa foi possível acompanhar o ciclo dos pedidos, montar inventários em tempo real, inibir roubo de cargas, identificar em qual fase do processo de entrega houve danos aos paletes e produtos e facilitar o planejamento da encomenda de novos produtos. Em outros países, o recurso já é usado também em controle de estoques.

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Palavras-chave: Tutorial | O | Futuro | Da | Conectividade
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