
O fenômeno da favelização nas grandes cidades é sintoma de vários problemas como o deficit habitacional e a incapacidade do estado de chegar a estes lugares com planos sustentáveis de urbanização. Estas regiões, por outro lado, apresentam extremos que vão da situação mais paupérrima a outros casos difíceis de serem enquadrados por sociólogos, como é o caso de grandes favelas como a Rocinha, no Rio de Janeiro, em que há bons níveis sociais e uma estrutura de serviços similar a de qualquer bairro de classe média em ascensão.
E, nestas regiões, a TV a cabo também chega, seja nos discos de TVs de assinatura por satélite ou em serviços por cabo. Mas foi nas favelas que começou um movimento de distribuição de sinais piratas, também conhecidos por antenistas, na qual apenas alguns canais eram distribuídos a preços populares, o que mostra, entre outras coisas, a insatisfação com a TV aberta, mesmo nas classes mais baixas.
E, agora, a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, reconhecendo que a repressão aos gatos é praticamente impossível, decidiu criar uma regulamentação para essa modalidade de serviço. A iniciativa envolve a legalização das empresas e a criação de pacotes que levarão sinais da TV aberta e dois ou três canais a cabo com preço médio de R$ 15,00 mensais.
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