
A tecnologia desenvolvida para ajudar a indústria de impressão a conseguir cores mais realistas pode ter uma aplicação muito mais abrangente: melhorar as cores dos aparelhos de TV.
?Se você pergunta aos consumidores se eles sofrem por ter uma gama de cores inadequadas, a resposta será não?, disse Simon Lewis, o vice presidente de marketing da israelense Genoa Color Technologies. "Mas esta tecnologia é algo que não exige um conhecimento profundo para perceber as melhorias.
O termo gama descreve o leque de cores que podem ser reproduzidas por uma certa tecnologia. Nas artes gráficas, em que a Genoa começou a atuar, uma boa impressão litográfica pode reproduzir mais cores, dando uma gama maior do que o de displays de computadores, por exemplo.
Apesar de algumas poucas mudanças, a gama usada em TVs nos EUA e no Japão permaneceu praticamente a mesma desde que os padrões técnicos foram estabelecidos 50 anos atrás. Diversos fatores influenciaram essas limitações, que estão bem abaixo dos filmes. Mas a restrição fundamental está ligada às propriedades das TVs, principalmente agora que as câmeras digitais são capazes de captar mais informação visual sobre cores do que é distribuído nas transmissões atuais.
As TVs reestruturam as cores usando múltiplos pontos vermelhos, verdes e azuis. A idéia inicial da Genoa para melhorar a reprodução das cores era relativamente simples: acrescentar mais cores primárias ao conjunto. Este trabalho gerou alguns protótipos que foram avaliados por um editor de uma revista britânica, que confirmou melhorias mas que identificou falhas na reprodução de tons metálicos quando comparado ao papel. Sistemas com várias cores primárias não são novidade: em 1999 o Instituto de Tecnologia de Tóquio mostrou um protótipo com seis cores primárias mas que nunca chegou a ser comercializado.
A Genoa percebeu que a simples adição de cores primárias não resultaria em uma imagem melhor, pelo menos com a transmissão convencional. Durante a produção, os programas televisivos tem seu gama de cores reduzidos. O que a Genoa fez foi criar um software que analisa as imagens e restaura parte dos dados de cor.
Não chega a ser uma recuperação da cor original mas é um resultado bem melhor do que o alcançado atualmente. A Philips, que licenciou a tecnologia da Genoa deve começar a produzir equipamentos que acrescentarão duas ou mais cores primárias, e que devem chegar ao mercado no próximo ano, devendo ser TVs de projeção.
A empresa acrescenta que nem todo tipo de programa receberia melhorias na imagem mas que o software de processamento e as cores primárias adicionais poderiam ser acrescentadas às TVs existentes com um custo relativamente baixo.
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