
Depois de patinarem durante anos, sem nunca atingir rentabilidade, as empresas de TV por assinatura decidiram unir-se na busca por uma solução para o setor. O resultado dessa ação conjunta é um novo modelo de negócios que praticamente reinventa o segmento.
Entre as mudanças propostas está a criação de empresas para assumir a infra-estrutura (rede de cabos e MMDS), hoje pertencentes às operadoras, o fim da exclusividade de programação e trabalho em parceria com as TVs abertas, além da possibilidade de utilizar as atuais redes das TVs por assinatura para servir como plataforma para a futura TV digital.
Na essência da proposta de mudança está a necessidade de aumentar a base de assinantes, hoje em 3,6 milhões em todo o País. O setor enfrenta dificuldade de crescimento nos últimos anos, comenta o diretor-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, que reconhece como imprescindível que a TV por assinatura chegue às classes B- e C+.
Para atingir esse objetivo, o segmento se mirou no caso de sucesso da indústria automobilística, que conseguiu aumentar as vendas com o lançamento dos chamados carros populares. O modelo 1.0 das empresas de TV paga é um pacote básico de canais com preço inferior a R$ 30,00, capaz de atrair consumidores de menor renda com uma programação que atenda às necessidades dessas classes.
A exemplo da indústria automobilística, o setor de TV por assinatura também quer um tratamento tributário diferenciado para o pacote básico. Não é renúncia fiscal, porque se trata de um produto que não existe, explica o diretor-executivo da ABTA.
Entre os conteúdos em análise para integrar esse pacote, Annenberg cita o desenvolvimento de canais de novelas com os acervos da TV aberta, reprodução da grade da TV aberta com diferenças de horários e um canal reunindo o melhor da programação das TVs educativas.
Pelos estudos da ABTA, feitos em parceria com a consultoria Accenture, a estratégia seria capaz de incrementar a base em pelo menos 66%, saltando para 6 milhões de assinantes. A expansão se concentraria nas classes B e C, cujo índice de penetração da TV por assinatura hoje é de 24% e 5%, respectivamente. O setor planeja elevar esses porcentuais para 49% e 11%, respectivamente. É um objetivo possível. O prazo a ser alcançado vai depender da velocidade de implementação das mudanças, informa Annenberg.
Uma das condições para montar o pacote básico é o fim da exclusividade de programação, usada até hoje como diferencial entre as operadoras. O modelo de negócios desenhado para o segmento prevê que as empresas deixem de competir entre si pelo mesmo cliente. Dessa forma, e com a unificação das infra-estruturas, as operadoras dividiriam as cidades em partes, cabendo a cada uma delas uma área específica. A justificativa é que não adianta as operadoras competirem por um mesmo cliente, porque a taxa de penetração conseguida por cada uma não é suficiente para sustentar o negócio.
A exemplo da indústria automobilística, o setor de TV por assinatura quer um tratamento tributário diferenciado para o pacote básico. Não é renúncia fiscal, porque se trata de um produto que não existe, explica o diretor-executivo da ABTA.
Fonte: O Estado de S.Paulo
|
É com enorme orgulho e satisfação que criamos este guia para seu conhecimento e satisfação.
Prezado leitor! Para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

O seu voto nos motivará a descrever mais conhecimento a você e com isto menos erros em vossas compras. |
| Acredito ter lhe ajudado, com estas informações.
Por favor e gentileza, não deixe de nos agradecer com seu voto.
Um grande abraço.
|
|