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A TV pela Web, mais próxima da realidade
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Atualizado em 07/08/2008



 

Na época do boom da Internet, entre 2000 e 2001, havia a expectativa de que a convergência estava ali, na próxima esquina, e que em breve a Web, em seu crescimento vertiginoso, engoliria sem dó as outras mídias como o rádio e a TV, modificando completamente os modelos de negócio existentes.







A realidade foi mais dura.



O vídeo pela Internet, por exemplo, se mostrou decepcionante, por conta das limitações em tecnologias e disponibilidade de banda de transmissão e tentativas de produzir soluções convincentes, como a Web TV proposta pela Microsoft, por exemplo, não decolaram.



Mas as falhas daquele momento abriram caminho para diversas iniciativas promissoras. Algumas editoras ou sites especializados adotaram soluções de streaming, pelo qual sinais de vídeo codificados digitalmente são enviados para o PC do usuário mais rapidamente do que são tocados, o que permite ao usuário assistir o conteúdo enquanto ele vai sendo entregue na sua máquina. O problema? A qualidade do vídeo precisava ser sacrificada sem dó para viabilizar uma melhor transmissão dos dados. Paradoxal sacrificar justamente aquilo que é valioso, não? A qualidade de imagem?



Mas era a única opção. A compressão em áudio já havia atingido patamares interessantes, haja visto a popularização da transmissão de músicas em formato digital como o MP3, pesadelo das gravadoras.







Outras empresas, também adeptas do streaming, optaram por no novos formatos de vídeo como o ASF - Advanced Streaming Format, desenvolvido pela Microsoft, que aumentavam a qualidade do vídeo por novos mecanismos de compactação, ou ainda o formato MPEG4, em que se sacrifica partes da informação de imagem em detrimento de arquivos finais menores.



Independente da plataforma, ainda ficava em questão o modelo. Algumas, por limitações de recursos, exigiam que seus usuários assistissem aos programas em sincronia com sua transmissão, como quem assiste a um programa de TV, só que online. Outras gravavam os arquivos e os deixavam à disposição para consulta no horário escolhido para o usuário, o que é uma vantagem para o público da Internet, que gosta de ter a liberdade de escolha. O problema da segunda alternativa? Banda de transmissão e muito, muito espaço em servidores, além da administração do acesso e da atualização dos arquivos.



Disponibilizar os arquivos para download tem resultados discutíveis, especialmente para vídeo com qualidade. Lembre-se que copiar um filme com qualidade de DVD significa transmitir 4,7 GB de dados, o que não é simples e nem fácil mesmo com conexões de alta velocidade. Imagine então os custos de armazenar e gerenciar conteúdo, incluindo aí os esquemas para cobrança de acesso a esses arquivos. Há ainda o problema da disponibilização de novos documentos. Colocar um filme para download pode ser viável no futuro próximo, afinal é um só arquivo e que será baixado incontáveis vezes. A TV terá, ou poderá ter, um programa novo por dia, por hora, e que será mais perecível, ou seja, terá atratividade por períodos mais breves.



Há até o modelo híbrido, em que os programas tinham horário mas que também deixavam arquivos para consulta chegou a ser usado pela brasileira AllTV (www.alltv.com.br), com resultados interessantes e que se não montaram uma operação de sucesso, acumularam conhecimento valioso para as próximas iniciativas. O mesmo pode ser dito pela Globo.com, que dispõe de seu acervo monstruoso como um atrativo para os usuários.







Mas uma novidade pode mudar o cenário e novamente a Microsoft está envolvida: a criação da IPTV (Internet Protocol based TV, ou TV baseada no Protocolo Internet). Basicamente, essa nova plataforma traduziria para o universo da Web o que já é feito com os sistemas de VoIP (voz sobre IP), em que o som é transformado em pacotes e enviado para os usuários.



A vantagem da IPTV é que os espectadores passariam a escolher não canais de vídeo mas sim o controle sobre a programação que quisessem, selecionando os programas que desejaria assistir.



Algumas poucas empresas inovadoras - entre elas a Microsoft - apresentaram programas e decodificadores que recebem a chamada IPTV (TV baseada em protocolo da internet), uma espécie de televisão interativa que seria distribuída pela rede virtual, e não por cabo ou satélite. Basicamente, a nova plataforma transforma o vídeo em pacotes de informação, o que permitiria aos espectadores selecionar programas de uma base de dados, dando-lhes mais controle sobre o que assistem. Em vez de enviar inúmeros canais para cada residência, a IPTV teria apenas um, mas o espectador determinaria seu conteúdo. Na Europa, por exemplo, a Swiss Telecom e Italia Telecom já iniciaram testes usando a plataforma IPTV da Microsoft. Mas é preciso, claro, que as emissoras ou produtoras convertam seu conteúdo para este formato. Empresas que já começaram este processo de digitalização seriam beneficiadas, pois a conversão dos arquivos seria mais fácil.



Contudo, a barreira a ser quebrada ainda é a mesma: o modelo de negócio. É preciso que as novas iniciativas com a tecnologia IPTV consigam ser atraentes tanto para empresas como para usuários e que tragam retorno pelo menos no médio prazo, pois já não existem recursos e nem paciência na indústria de mídia para retornos incertos. A época da bolha ainda traz más lembranças a muita gente na hora de pensar em vídeo pela Internet.











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Palavras-chave: A | Tv | Pela | Web | | Mais
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