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TV une-se à internet e ao celular
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Atualizado em 09/08/2008





A nova televisão combina radiodifusão, internet e celular. Enquanto o governo discute qual tecnologia de transmissão será adotada no Brasil, as grandes emissoras já digitalizaram a maior parte da produção. Na Rede TV!, as fitas foram abolidas. Serviços que estarão disponíveis na TV aberta após a digitalização, podem ser experimentados em outros meios. A Globo.com, o vídeo no celular da Vivo e os serviços interativos da Sky e da DirecTV são exemplos do que o espectador poderá ter, em alguns anos, na TV aberta.



O objetivo é estar em todas as mídias, afirma o presidente da Rede TV!, Amilcare Dallevo Jr. Já trabalhamos com a Vivo para levar nosso conteúdo ao celular. A emissora investiu US$ 2,5 milhões na digitalização da produção.

As fitas do arquivo foram substituídas por DVDs de dados. Os câmeras levam um notebook quando vão filmar cenas externas, onde gravam as imagens e já podem fazer a pré-edição. Parte dos sistemas necessários, como o de exibição e o de controle do armazenamento, foi desenvolvida pela Tecnet, empresa de software do grupo. Temos 20 anos de experiência em software para telecomunicações. As 30 ilhas de edição da emissora são computadores Macintosh, ligados numa rede de fibra óptica a um sistema de armazenamento de 8 terabytes, o que equivale a mais de 600 horas de vídeo, disponíveis online. O restante está indexado no sistema, mas offline. Ou seja, é preciso colocar o DVD na máquina para acessar o conteúdo. Mesmo nos Estados Unidos, não existe um sistema integrado como o nosso, afirma Dallevo.

A digitalização da Rede TV, que completou um ano, não foi feita sem resistência. No começo, o pessoal não queria, achava que não ia funcionar, conta o presidente da emissora. Diziam que, se fosse bom, a Globo já teria feito. Hoje, segundo Dallevo, a digitalização permite mais agilidade na produção e menor custo de armazenamento. Uma fita, que armazena uma hora de programação, custa US$ 35. Um DVD, que guarda 20 minutos, US$ 1,60.

Existem duas possibilidades de parcerias entre emissoras de TV e operadoras de telecomunicações. Em uma delas, já disponível hoje, o celular, o telefone e a internet tornam-se meios de distribuição de conteúdo televisivo e, conseqüentemente, novas fontes de receita.

Quando for implementada a TV digital no Brasil (segundo as previsões do governo, em 2006), o celular e o telefone serão canais de interatividade da TV.

Caso não se quisesse usar a rede de telecomunicações para fazer o retorno, seria preciso instalar pequenos transmissores nos terminais do usuário, o que exigiria do usuário investimentos adicionais, diz Liliana Nakonechnyj, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET).

Ou seja, parece fazer bem mais sentido promover o tráfego bidirecional da internet através de rede, fixa ou celular, desenhada para comunicações ponto-a-ponto.

As Organizações Globo já começaram a transformar o acervo televisivo em negócios na internet, com a Globo.com. Em seu serviço de acesso rápido à internet, a Globo.com oferece conteúdo de televisão exclusivo ao assinante, como forma de se diferenciar dos concorrentes.

Para as empresas de TV, a recepção móvel, em celulares ou computadores de mão, serão essenciais para seu modelo de negócios futuro. Elas trabalham com a premissa de que, em uma década ou mais, todas as casas estarão conectadas por cabo ou satélite. O único diferencial da TV aberta em relação a esses meios pagos seria a possibilidade de ser recebida sem fio em qualquer lugar, diz o responsável pelo Departamento de Projetos de Transmissão Digital da TV Globo, Paulo Henrique Castro. O vice-presidente de Marketing e Inovação da Vivo, Luis Avelar, enxerga grande potencial de integração da TV digital com o celular. As próprias emissoras já começam a vislumbrar a importância da sinergia, chegando mesmo a procurar a Vivo para instigar a operadora a já começar a desenvolver serviços possíveis, como download de filmes e jogos.

Os serviços de TV paga via satélite, como a Sky e a DirecTV, já são digitais e interativos. Quando a TV aberta for digitalizada, os serviços disponíveis via terrestre serão muito próximos aos que existem hoje por satélite, como jogos pagos, comércio, banco e correio eletrônicos. Dependendo das regras impostas pelo governo, as emissoras abertas poderão lançar serviços pagos, que seriam transmitidos com o sinal gratuito.



Fonte: Estado de São Paulo





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Palavras-chave: Tv | Une-Se | À | Internet | E
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