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Nos últimos 4 anos a PF realizou cerca de 700 prisões por crimes cibernéticos
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Atualizado em 16/10/2008

A Polícia Federal realizou nos últimos quatro anos cerca de 700 prisões por crimes cibernéticos. Segundo o delegado da unidade de repressão a crimes cibernéticos da PF, Carlos Sobral, a PF elaborou uma proposta para a instalação de uma unidade especializa em delitos eletrônicos em cada estado da federação. ?Este tipo de crime está entre as nossas prioridades para os próximos 15 anos apresentadas à Justiça Federal?.

Sobral participou de reunião com senadores da CPI que está investigando a pedofilia online instaurada no dia 25/03. Segundo o delegado, a PF apresentou à comissão os principais problemas enfrentados durante a operação Carrossel de Combate à pedofilia online. ?Dos 250 suspeitos encontrados na época, conseguimos dar andamento à investigação para 102?, reclama.

Segundo Sobral, a PF tem que lidar com diversos agentes limitadores nas ações de crimes eletrônicos, entre eles a falta de registro do usurário de Internet por parte de operadoras. ?Quando questionávamos quem era o dono de um IP, a operadora não tinham esse dado. Isso impossibilita a investigação?, explica.

As operadoras além de não manter a informação, quando mantêm, demora para repassar os dados para a policia e só entrega sob ordem judicial, explica o delegado. ?Nós argumentamos que dado cadastral e localização do computador não são informações confidenciais?.

Outro problema apresentado pela PF é a antiga questão dos provedores internacionais. ?Como os servidores estão em outro país, as multinacionais querem que se faça um tratado internacional para levantar os dados e isso demora e faz com que os dados se percam?, lamenta.

A expectativa da PF é que a CPI viabilize uma regulamentação que torne mais ágil as investigações. ?A falta da lei é um agente limitador na atuação da força de segurança. Precisamos que a justiça atribua responsabilidades, estabeleça prazo para que as empresas armazenem dados de usuários e forneça essas informações à polícia?. Além disso, o delgado espera que o armazenamento de arquivos contendo pedofilia seja tipificado como crime. Atualmente só é considerado delito quando esse conteúdo é propagado. ?Isso faz com que muitos pedófilos escapem da investigação?, alega. 

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