A USP anunciou a criação de um banco de dados com cerca de 800 faces de brasileiros, com idade entre 18 e 30 anos, masculinos e femininos, que se autodeclararam brancas, pretas e pardas, conforme critérios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa gerou seis protótipos de faces, três femininos e três masculinos. Cada um dos protótipos foi obtido pela fusão de 64 faces. Eles foram gerados a partir de amostra da população brasileira da região de Ribeirão Preto (interior de São Paulo) com idade entre 18 e 30 anos, segundo a declaração de cor/raça com as opções branco, preto ou pardo.
Os dados coletados na pesquisa resultaram na criação de um banco de dados de faces de brasileiros e protótipos masculinos e femininos de jovens adultos a partir de amostras.
O arquivo permitirá investigar a influência de uma etnia miscigenada na determinação de um protótipo facial e relação destes protótipos de diferentes cores/raças com as caricaturas.
A pesquisa foi realizada pela psicóloga Ana Irene Fonseca Mendes, da Faculdade de Filosofia de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
Para o professor Sérgio Fukusima, do Laboratório de Percepção e Psicofísica da FFLCRP, orientador da pesquisa, a face torna-se um objeto importante de pesquisa por transmitir ou comunicar informações nas relações interpessoais, pois é por meio da observação da face do outro que se pode, muitas vezes, identificá-lo ou reconhecê-lo e ter informações sobre sexo, idade, etnia, além de comunicar ou expressar emoções, condições de saúde, atratividade e intenções.
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