Quando o
DVD foi criado, em meados dos anos 90, previa-se que, pouco tempo após o
lançamento comercial do formato, estariam disponíveis também os discos
que permitissem gravações. Com seis anos de mercado e muito sucesso, o
DVD vai muito bem, obrigado. Sua penetração de mercado ocorreu de forma
extraordinariamente rápida, superando qualquer outra categoria de produto
eletrônico de consumo. Entretanto, apesar de todo este sucesso, as previsões
a respeito do DVD gravável não se concretizaram.
Um
dos principais fatores da excelente decolagem do DVD foi a ausência de
competidores. Dois formatos foram originalmente criados com o mesmo objetivo,
isto é, o de oferecer a melhor qualidade de imagem e som possível, utilizando
discos ao invés de fitas: o MMCD da Philips, Sony e alguns outros fabricantes e
o SD da Matsushita (Panasonic) e Toshiba. Em dezembro de 1995, os grupos de
desenvolvimento de ambos os formatos anunciaram que chegaram a um acordo para o
lançamento de um único padrão, o DVD. Com isso, toda a indústria pôde
apostar em um só formato, direcionando os investimentos que acabaram por torná-lo
um sucesso. Outro fator importante foi a conscientização do consumidor,
especialmente nos EUA e Europa, a respeito da necessidade de se ter apenas um
formato. Algum tempo após o lançamento oficial do DVD, um ?sub-formato?
chamado DIVX, criado pela rede de eletroeletrônicos Circuit City e um grupo de
advogados de Los Angeles, foi anunciado.
A
pressão por parte dos consumidores, unidos pela Internet, foi essencial para a
derrocada deste formato, que basicamente era um DVD de aluguel, cujos discos só
funcionavam por 48 horas, após o pagamento da taxa de locação. Com todos os
estúdios de Hollywood e distribuidores unidos em torno de um só formato e os
fabricantes produzindo players cada vez mais em conta, o DVD chegou lá,
tornando-se acessível a um número cada vez maior de pessoas. Já foram
vendidos, nos EUA, 45 milhões de DVD players.
Mas a história
do DVD gravável não é tão harmoniosa quanto a do próprio DVD.
Existem, hoje, cinco formatos de DVD. Cada um deles é apoiado por
fabricantes diferente, e só há pouco tempo começaram a surgir aparelhos
híbridos, porém de forma ainda tímida. A existência de vários
formatos faz lembrar um pouco da batalha VHS versus Beta, nos anos 80.
O
mercado, naquela época, poderia ter amadurecido mais rapidamente se houvesse
apenas um padrão e muito dinheiro foi desperdiçado com a briga. Com o DVD gravável,
a situação é semelhante. O processo de educação do consumidor, sempre
trabalhoso e de alto custo, é prejudicado com a confusão natural que mais de
um padrão gera.
Se
existe, porém, um padrão ?universal? de disco gravável, este é o DVD-R
(DVD Recordable). O DVD-R é o mais antigo dos padrões graváveis e só permite
uma gravação, como os CD-R. Boa parte dos gravadores de microcomputador e de
mesa grava discos no formato. Os modelos Pioneer A04 e A05, para micros e o
Panasonic DMR-E30, de mesa, são aparelhos que podem gravar discos DVD-R e estão
disponíveis no país. Os discos DVD-R são reproduzidos na maioria dos players
de primeira linha atuais, embora alguns aparelhos mais antigos não leiam os
discos deste formato Apesar disso, o DVD-R é o padrão que tem mais
compatibilidade com os DVD players convencionais. Isto é essencial para quem
quer assistir os discos em outros aparelhos que não sejam gravadores.
O DVD-RW é
uma extensão natural do formato DVD-R e, como ele, é aprovado pelo
DVD-Forum (instituição que mantém o formato DVD). Ao contrário de seu
irmão mais velho, ele permite gravar e apagar o conteúdo. Os drives para
micro citados acima são compatíveis com o formato, bem como um modelo de
mesa oferecido pela Pioneer. O DVD-RW é ?menos compatível? que o
DVD-R, ou seja, menos players conseguem ler os discos gravados nos
gravadores DVD-RW.
Criado
pela Sony e Philips, o DVD+RW (chamado ?DVD plus RW? ou ?DVD mais RW?),
um terceiro formato, permite múltiplas gravações e tem como característica a
não-exigência de finalização do disco. O processo, necessário para os DVD-R
e DVD-RW, demora alguns minutos e é um pré-requisito caso se deseje executar
os discos em players convencionais. Com o DVD+RW isso não é preciso. O DVD+RW,
apesar de ser adotado por menos fabricantes, tem tido bons resultados em termos
de compatibilidade. Após o lançamento do DVD+RW, surgiu a variante DVD+R, que
permite apenas uma gravação. Ele tem, portanto, a mesma característica que o
DVD-R, mas é um formato diferente. Agora já deve estar dando para você
entender porque esta multiplicidade de formatos está atrasando a popularização
do DVD gravável... No Brasil, a Philips oferece o modelo 985, compatível com
ambos os formatos.
O DVD-RAM,
um quinto formato,
foi criado para armazenar dados de informática. Apoiado basicamente pela
Panasonic e Toshiba, o DVD-RAM foi o primeiro formato disponível em
gravadores de mesa. O grande defeito dele é a pouca (ou quase nenhuma)
compatibilidade com DVD players convencionais. Apenas alguns modelos de
DVD player da Panasonic, além dos próprios gravadores, é claro, podem
ler DVD-RAM.
Apesar
disso, o DVD-RAM tem recursos muito interessantes, como o time-shifting, que
permite gravar um programa enquanto se assiste ao início do mesmo programa, ou
então fazer uma pausa na programação ao vivo da TV e retomar a partir do
ponto em que paramos. Isto é possível porque o conteúdo ?a frente? vai
sendo armazenado no DVD-RAM.
Com
isso, os gravadores de DVD-RAM tornam-se verdadeiros PVRs (personal video
recorders), aparelhos criados para gravação de programação de TV em discos rígidos,
muito populares nos EUA. Estes aparelhos funcionam como videocassetes muito mais
incrementados e com mais recursos. Mas, voltando ao DVD-RAM, no Brasil o modelo
Panasonic DMR-E30, de mesa, está a venda e também é compatível (para leitura
e gravação) com os praticamente universais DVD-R.
Com
tantos formatos, você deve estar se perguntando: qual aparelho devo comprar?
Bem, boa parte dos modelos é compatível com mais de um formato. Como os
formatos DVD+R, DVD+RW e DVD-R são os mais compatíveis com os DVD players
convencionais, é interessante adquirir um gravador que possa ler qualquer um
destes padrões. A compatibilidade é importante, pois é normal presentear
amigos e parentes com os discos, bem como oferecê-los a clientes, então é
necessário que o seu player possa ler os vários formatos existentes. Como não
conseguir ler um DVD é algo frustrante, quem se aventurar a gravar DVDs também
deve ter o cuidado de adquirir discos virgens de marcas consagradas. No Brasil,
um disco gravável de boa procedência custa cerca de trinta reais. Já os
discos ?sem marca? ou oferecidos por fabricantes pouco conhecidos custam
menos de dez reais, porém a compatibilidade pode ser prejudicada. Nos EUA, já
existem DVD-R custando menos de sessenta centavos de dólar, porém os discos de
fabricantes de ?primeira linha? custam cerca de dois a cinco dólares cada.
|
É com enorme orgulho e satisfação que criamos este guia para seu conhecimento e satisfação.
Prezado leitor! Para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

O seu voto nos motivará a descrever mais conhecimento a você e com isto menos erros em vossas compras. |
| Acredito ter lhe ajudado, com estas informações.
Por favor e gentileza, não deixe de nos agradecer com seu voto.
Um grande abraço.
|
|