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Os vários formatos de DVD gravável
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Atualizado em 07/08/2008





Quando o DVD foi criado, em meados dos anos 90, previa-se que, pouco tempo após o lançamento comercial do formato, estariam disponíveis também os discos que permitissem gravações. Com seis anos de mercado e muito sucesso, o DVD vai muito bem, obrigado. Sua penetração de mercado ocorreu de forma extraordinariamente rápida, superando qualquer outra categoria de produto eletrônico de consumo. Entretanto, apesar de todo este sucesso, as previsões a respeito do DVD gravável não se concretizaram.



Um dos principais fatores da excelente decolagem do DVD foi a ausência de competidores. Dois formatos foram originalmente criados com o mesmo objetivo, isto é, o de oferecer a melhor qualidade de imagem e som possível, utilizando discos ao invés de fitas: o MMCD da Philips, Sony e alguns outros fabricantes e o SD da Matsushita (Panasonic) e Toshiba. Em dezembro de 1995, os grupos de desenvolvimento de ambos os formatos anunciaram que chegaram a um acordo para o lançamento de um único padrão, o DVD. Com isso, toda a indústria pôde apostar em um só formato, direcionando os investimentos que acabaram por torná-lo um sucesso. Outro fator importante foi a conscientização do consumidor, especialmente nos EUA e Europa, a respeito da necessidade de se ter apenas um formato. Algum tempo após o lançamento oficial do DVD, um ?sub-formato? chamado DIVX, criado pela rede de eletroeletrônicos Circuit City e um grupo de advogados de Los Angeles, foi anunciado.

A pressão por parte dos consumidores, unidos pela Internet, foi essencial para a derrocada deste formato, que basicamente era um DVD de aluguel, cujos discos só funcionavam por 48 horas, após o pagamento da taxa de locação. Com todos os estúdios de Hollywood e distribuidores unidos em torno de um só formato e os fabricantes produzindo players cada vez mais em conta, o DVD chegou lá, tornando-se acessível a um número cada vez maior de pessoas. Já foram vendidos, nos EUA, 45 milhões de DVD players.



Mas a história do DVD gravável não é tão harmoniosa quanto a do próprio DVD. Existem, hoje, cinco formatos de DVD. Cada um deles é apoiado por fabricantes diferente, e só há pouco tempo começaram a surgir aparelhos híbridos, porém de forma ainda tímida. A existência de vários formatos faz lembrar um pouco da batalha VHS versus Beta, nos anos 80.

O mercado, naquela época, poderia ter amadurecido mais rapidamente se houvesse apenas um padrão e muito dinheiro foi desperdiçado com a briga. Com o DVD gravável, a situação é semelhante. O processo de educação do consumidor, sempre trabalhoso e de alto custo, é prejudicado com a confusão natural que mais de um padrão gera.

Se existe, porém, um padrão ?universal? de disco gravável, este é o DVD-R (DVD Recordable). O DVD-R é o mais antigo dos padrões graváveis e só permite uma gravação, como os CD-R. Boa parte dos gravadores de microcomputador e de mesa grava discos no formato. Os modelos Pioneer A04 e A05, para micros e o Panasonic DMR-E30, de mesa, são aparelhos que podem gravar discos DVD-R e estão disponíveis no país. Os discos DVD-R são reproduzidos na maioria dos players de primeira linha atuais, embora alguns aparelhos mais antigos não leiam os discos deste formato Apesar disso, o DVD-R é o padrão que tem mais compatibilidade com os DVD players convencionais. Isto é essencial para quem quer assistir os discos em outros aparelhos que não sejam gravadores.

O DVD-RW é uma extensão natural do formato DVD-R e, como ele, é aprovado pelo DVD-Forum (instituição que mantém o formato DVD). Ao contrário de seu irmão mais velho, ele permite gravar e apagar o conteúdo. Os drives para micro citados acima são compatíveis com o formato, bem como um modelo de mesa oferecido pela Pioneer. O DVD-RW é ?menos compatível? que o DVD-R, ou seja, menos players conseguem ler os discos gravados nos gravadores DVD-RW.



Criado pela Sony e Philips, o DVD+RW (chamado ?DVD plus RW? ou ?DVD mais RW?), um terceiro formato, permite múltiplas gravações e tem como característica a não-exigência de finalização do disco. O processo, necessário para os DVD-R e DVD-RW, demora alguns minutos e é um pré-requisito caso se deseje executar os discos em players convencionais. Com o DVD+RW isso não é preciso. O DVD+RW, apesar de ser adotado por menos fabricantes, tem tido bons resultados em termos de compatibilidade. Após o lançamento do DVD+RW, surgiu a variante DVD+R, que permite apenas uma gravação. Ele tem, portanto, a mesma característica que o DVD-R, mas é um formato diferente. Agora já deve estar dando para você entender porque esta multiplicidade de formatos está atrasando a popularização do DVD gravável... No Brasil, a Philips oferece o modelo 985, compatível com ambos os formatos.



O DVD-RAM, um quinto formato, foi criado para armazenar dados de informática. Apoiado basicamente pela Panasonic e Toshiba, o DVD-RAM foi o primeiro formato disponível em gravadores de mesa. O grande defeito dele é a pouca (ou quase nenhuma) compatibilidade com DVD players convencionais. Apenas alguns modelos de DVD player da Panasonic, além dos próprios gravadores, é claro, podem ler DVD-RAM.

Apesar disso, o DVD-RAM tem recursos muito interessantes, como o time-shifting, que permite gravar um programa enquanto se assiste ao início do mesmo programa, ou então fazer uma pausa na programação ao vivo da TV e retomar a partir do ponto em que paramos. Isto é possível porque o conteúdo ?a frente? vai sendo armazenado no DVD-RAM.

Com isso, os gravadores de DVD-RAM tornam-se verdadeiros PVRs (personal video recorders), aparelhos criados para gravação de programação de TV em discos rígidos, muito populares nos EUA. Estes aparelhos funcionam como videocassetes muito mais incrementados e com mais recursos. Mas, voltando ao DVD-RAM, no Brasil o modelo Panasonic DMR-E30, de mesa, está a venda e também é compatível (para leitura e gravação) com os praticamente universais DVD-R.

Com tantos formatos, você deve estar se perguntando: qual aparelho devo comprar? Bem, boa parte dos modelos é compatível com mais de um formato. Como os formatos DVD+R, DVD+RW e DVD-R são os mais compatíveis com os DVD players convencionais, é interessante adquirir um gravador que possa ler qualquer um destes padrões. A compatibilidade é importante, pois é normal presentear amigos e parentes com os discos, bem como oferecê-los a clientes, então é necessário que o seu player possa ler os vários formatos existentes. Como não conseguir ler um DVD é algo frustrante, quem se aventurar a gravar DVDs também deve ter o cuidado de adquirir discos virgens de marcas consagradas. No Brasil, um disco gravável de boa procedência custa cerca de trinta reais. Já os discos ?sem marca? ou oferecidos por fabricantes pouco conhecidos custam menos de dez reais, porém a compatibilidade pode ser prejudicada. Nos EUA, já existem DVD-R custando menos de sessenta centavos de dólar, porém os discos de fabricantes de ?primeira linha? custam cerca de dois a cinco dólares cada.







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Palavras-chave: Os | Vários | Formatos | De | Dvd
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