segundo dados da 13º edição do Web Shoppers, relatório anual de e-commerce divulgado pelo e-bit, consultoria de comércio eletrônico. O relatório revelou que crescimento do faturamento entre 2005 e 2004 foi de 43%.
Pedro Guasti, diretor geral do e-bit, explica que entre os fatores que vão influenciar no crescimento expressivo das vendas em 2006 estão o aumento no número de e-consumidores, que atualmente é de 4,7 milhões. ?A expectativa é de que suba para 6 milhões este ano e em dois anos dobre?. O tíquete médio, que mantinha certa estabilidade nos últimos anos, também deve sair dos R$ 272 de 2005 para R$ 300 este ano, prevê o diretor. Um dos catalizadores do e-commerce este ano será a massificação da certificação digital, os e-CPF e e-CNPJ. "Este ano devem ser emitidos 2,5 milhões de certificados eletrônicos", afirma Manuel Matos, presidente da Câmera-e.net (Câmera Brasileira de Comércio Eletrônico). ?O documento digital é uma forma de garantir a segurança tanto da loja quanto do cliente na hora da compra eletrônica?, explica. e-consumidores Quanto ao perfil do e-consumidor, a pesquisa revela que a maioria ainda é formada por homens, mas houve uma queda nos 61% registrados em 2001, ano do primeiro relatório, para 58% em 2005. ?Com a penetração da banda larga nas residências brasileiras as mulheres passaram a acessar Internet e utilizá-la para compras?, esclarece Matos. Os campeões de venda ainda são os CDs e DVDs, com 21%, seguidos por Livros, Revistas e Jornais, com 18%. Em terceiro estão os eletrônicos, com 9%. Matos conta que a venda de ingressos via Internet é uma prática que tem crescido muito, mesmo o produto sendo mais caro que na venda comercial. "Neste caso o indivíduo não está adquirindo um produto apenas e sim a conveniência de evitar filas". No quesito satisfação, a pesquisa aponta que o índice de consumidores online contentes com as suas experiências de compra via Web é superior a 80%. ?Geralmente o percentual de insatisfação é decorrente de problemas enfrentados com o prazo de entrega dos produtos? esclarece Guasti. O relatório aponta ainda que as lojas mais confiáveis para o consumidor são aquelas que têm também uma loja no varejo convencional, mas o presidente complementa que o contrário acontece. "O varejista físico que não tem um site é considerado pouco confiável", ressalta Matos. Em outro estudo, realizado pelo e-bit em parceria com Provar (Programa de Administração do Varejo) na capital paulista, doi detectado que 12,3 % dos paulistanos já compraram via Web pelo menos uma vez. Já 11,8% dos entrevistados responderam que nunca compraram na Rede, mas que têm intenção de comprar um dia. "Ou seja, existe a possibilidade de dobrar o percentual de e-consumidores", conclui o presidente.
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