
O mercado de câmeras digitais está aquecido no mundo inteiro. As vendas desses produtos crescem nos últimos três anos mais de 40%, segundo o GfK Marketing Services. No relatório, entre 2006 e 2007, o número desses aparelhos comercializados Brasil registrou uma alta de 33%, chegando a 2,4 milhões de unidades - taxa bem superior a global, que foi de 19%.
Preços mais acessíveis e várias funcionalidades estão alavancando as vendas das câmeras digitais. O tamanho dos visores dos equipamentos, estabilizadores de imagem, cartões de memória SD, zoom, duração da bateria, design e detector de rostos e sorrisos são algumas novidades que contribuiram para puxar esse mercado, segundo os dados do GfK.
Veja a seguir como a tecnologia da imagem digital evolui até chegar a seu primeiro lançamento doméstico em 1994, com a câmera digital QuickTake 100 da Apple.
Década de 50
A tecnologia da câmera digital é diretamente relacionada às imagens para televisão, que começaram a ser veiculadas na década de 50. Em 1951, as primeiras câmeras de TV capturavam imagens ao vivo, convertendo a informação em impulsos elétricos (digitais) e a salvando em fitas magnéticas. O primeiro videoteipe foi criado pelos laboratórios Bing Crosby.
Década de 60
Durante a década de 60, a Nasa passou a usar sinais digitais - no lugar de analógicos - para mapear a superfície da Lua, mandando imagens digitalizadas para a Terra via satélite. O governo americano também utilizou essa tecnologia para espionar seus inimigos.
Década de 70
Desde a década de 70, a Kodak inventou diversos sensores de imagem que "convertiam a luz
para imagens digitais" para profissionais e amadores. Em 1972, a Texas Instruments patenteou uma câmera analógica sem filme.
Três anos depois, o engenheiro Steven Sasson, da Kodak, tentou construir a primeira câmera digital. O equipamento pesava pouco mais de 3,5kg, gravando imagens em preto e branco numa fita cassete. Sua resolução era de 0,01 megapixel, e demorou 23 segundos para capturar sua primeira imagem. O protótipo foi apenas um exercício, não havia intenção da companhia em comercializá-lo.
Década de 80
Em 1981, a Sony lançou a Mavica, primeira câmera eletrônica comercial. As imagens eram gravadas em um mini disc e depois repassadas a um leitor de vídeo que se conectava a uma impressora ou televisor. Entretanto, o aparelho não pode ser considerado uma verdadeira câmera digital, apesar de ter incentivado a 'revolução'. Era apenas uma câmera que congelava imagens de vídeo.
Em 1986, cientistas da Kodak inventaram o primeiro sensor de megapixel, capaz de armazenar 1,4 milhão de pixels que podiam produzir uma foto de 13 x 18cm. Um ano depois, a companhia lançou produtos para gravar, guardar, manipular, transmitir e imprimir imagens.
Década de 90
Em 1990, a Kodak desenvolveu o sistema Photo CD, que propôs "o primeiro padrão mundial
para definir cor no meio digital de computadores". No ano seguinte, a empresa lançou o primeiro sistema de câmera digital (DCS, digital camera system, em inglês), direcionado para os fotojornalistas. Era uma câmera Nikon F-3, equipada com um sensor de 1,3 megapixel da Kodak.
As primeiras câmeras digitais para o mercado doméstico que funcionavam com um computador por meio de um cabo serial foram a Apple QuickTake 100 (lançada 17 de fevereiro de 1994), Kodak DC40, (28 de março de 1995) e Sony Cyber-Shot Digital Still (1996).
Entretando, a Kodak lançou uma agressiva campanha de marketing para promover a DC40 e ajudar a popularizar a idéia de fotografias digitais para o público. A Kinko e Microsoft colaboraram com a empresa para desenvolver softwares de edição de foto digital, permitindo aos consumidores a produção de CDs com fotografias, e imagens digitais em documentos.
A IBM colaborou com a Kodak no desenvolvimento de uma rede de trocas de imagens na internet, e a Hewlett-Packard foi a primeira companhia a desenvolver impressoras coloridas que complementaram as novas imagens digitais.
Década de 2000
Em 2000, a Sharp e J-Phone apresentaram no Japão o primeiro celular com câmera. No ano seguinte, a Polaroid - tradicional fabricante de filmes e de câmeras de fotos instantâneas - entrou em dificuldades financeiras devido à popularização da fotografia digital.
A Kodak parou de fabricar câmeras que usam filmes em 2004. Desde então, as câmeras digitais domésticas têm evoluído, ganhando mais resolução e se tornando cada vez mais portáteis. Uma demonstração disso foram os modelos expostos na última PhotoImageBrazil, onde a Cássio lançou a EX-210, considerada a mais fina do mundo, com apenas 15 milímitros de espessura.