
Fonte: Revista Connect
É isso aí: também aqui o Wireless Fidelity está tomando conta dos points mais freqüentados pelos profissionais em movimento. Não por acaso, os primeiros hotspots (pontos de acesso público) brasileiros foram instalados em aeroportos, hotéis e cafés. É só chegar com o notebook e entrar na Web com boa velocidade (11 Mbps ou 54 Mbps, dependendo do protocolo e do equipamento) e baixo índice de complicação. Mas é apenas o começo. Aos poucos, a cobertura se expande para estádios de futebol, museus, lanchonetes, faculdades e centros de convenções. "Aos poucos", note bem. Os hotspots no Brasil já passam de 3 mil, mas o País ainda é um grande sertão inexplorado - e, logo, uma enorme oportunidade para as empresas com bons serviços e preços baixos. Quem já está no jogo?
As grandes teles atuam no provimento de acesso Wi-Fi em hotspots, oferecendo planos personalizados. Na maioria dos casos, o poder por trás das marcas das operadoras atende por três letrinhas: Vex.
Presente em 18 estados e no DF como "atacadista", os hotspots instalados pela Vex (cerca de 650) fornecem conexões wireless a assinantes da Claro, Brasil Telecom, Oi e CT BC, além de usuários de outros provedores. Ah, sim: no caso do Wi-Fi, as telefônicas não estão limitadas às suas áreas de cobertura tradicionais (por exemplo, um cliente wireless da Oi pode usar um hotspot em Mato Grosso, onde a empresa não tem cobertura), o que torna feroz a concorrência. No entanto, o processo de autenticação é sempre o mesmo - independentemente do provedor, você sempre se conecta à rede da Vex. Descontando os planos corporativos, eis o que o usuário encontra:
Ajato - Para assinantes TVA ou Ajato (fixo), o acesso Wi-Fi custa R$ 48 por mês ou R$ 528 por ano, sem limites. Não-assinantes pagam R$ 54 e R$ 594, respectivamente.
UOL - O serviço do UOL é exclusivo para assinantes de conteúdo e acesso do portal. Para acessar a rede do UOL Wi-Fi, basta assinar o serviço, por R$ 49,90 ao mês. O valor é cobrado junto com a assinatura mensal.
Brasil Telecom - O BrTurbo Asas tem o elenco de planos mais flexível - e mais complexo. A assinatura mensal ilimitada sai por R$ 64,90 (a partir de R$ 34 para assinantes BrTurbo, dependendo do plano de conexão fixa). O plano Asas Flex cobra uma franquia mensal de R$ 15 (R$ 6 para assinantes BrTurbo), incluída uma diária, e R$ 9,90 por diária adicional. Planos eventuais custam R$ 9,90 (um dia) e R$ 29,90 (5 dias).
Claro - O Claro Wi-Fi tem o mesmo pacote mensal de acesso ilimitado por dois preços - R$ 60 para clientes novos e R$ 45 para quem já tiver um plano GPRS/EDGE. Um pequeno complicador: quando chegar ao hotspot, é preciso enviar um torpedo via celular (Claro, é claro!) para solicitar uma senha.
CTBC - O NetSuper Wi-Fi, em promoção de lançamento, oferece um mês de acesso wireless por R$ 59,90 (o preço normal é R$ 69,90). Mas é o único plano da CTBC.
Oi - O Oi Wi-Fi só tem planos pré-pagos. Os créditos, com validade de três meses, são oferecidos em quatro "tamanhos": uma hora de conexão (R$ 10), duas horas (R$ 15), 10 horas (R$ 49,90) e 24 horas corridas contadas a partir do momento da compra (R$ 25). Os cartões virtuais podem ser comprados no site da Oi.
Terra - O acesso ao Terra Wi-Fi é limitado aos assinantes Terra Banda Larga que tenham feito o upgrade na conta. A mensalidade, normalmente de R$ 49,90, cai para R$ 39,90 nos três primeiros meses (com suporte telefônico o preço promocional sobe para R$ 44,90).
UAI - Para usar o Uaifi os usuários pagam R$ 0,40 por minuto. Quer um plano ilimitado? São R$ 39,90 por mês nos primeiros três meses; depois desse período a mensalidade sobe para R$ 48,90 sem suporte e R$ 53,90 (com).
Como exceção ao domínio da Vex, o Speedy Wi-Fi é a aposta da Telefônica em uma rede independente de hotspots. A vantagem é a cobertura fortíssima no Estado de São Paulo, especialmente na capital, onde está presente até nos locais mais improváveis. Desvantagem: pouco aparece em outros estados, além dos aeroportos do Rio, Brasília e Curitiba. Todos os planos são pré-pagos, custando R$ 9,90 (90 minutos), R$ 19,90 (24 horas corridas) e R$ 44,90 (30 horas distribuídas por 30 dias) enquanto durar a promoção de tarifas.
Tal como na rede de hotspots da Vex, o máximo que o Speedy Wi-Fi garante de compatibilidade é com o padrão 802.11b, de até 11 Mbps - a velocidade real depende da quantidade de usuários e da situação do resto da rede. Para os 54 Mbps do padrão 802.11g, já suportados por quase todos os equipamentos de hoje, ainda não há previsão. Nos sites da Vex e do Speedy Wi-Fi você confere a lista completa de hotspots no Brasil, que supera a marca de 1,2 mil - 700 da Vex e 500 do Speedy Wi-Fi.
Achou um Hotspot? Siga os passos e divirta-se!
Se o seu notebook não tem Wi-Fi embutido, não se desespere. Um bom cartão PCMCIA compatível com 802.11g sai por menos de R$ 200; se preferir um adaptador wireless para USB com especificações semelhantes, não espere gastar mais que R$ 120 (em ambos os casos, verifique se os drivers funcionam em seu sistema operacional). Em uma configuração típica com Windows XP, ele detectará a presença do adaptador e solicitará os drivers. O wireless será adicionado à lista de conexões de rede (confira o Painel de Controle).
Uma conexão em um hotspot é mais fácil ainda. A única precaução vai para quem usa o notebook em uma rede com IP fixo: assegure-se de que o endereço IP e os servidores DNS sejam obtidos automaticamente. Ative o acesso ao Wi-Fi. Se tudo der certo, um ícone na bandeja do sistema avisará a presença de pelo menos uma rede nas proximidades. No caso dos hotspots da Vex, independentemente do provedor, a rede será sempre identificada como "Vex". Selecione-a.
A seguir, abra o browser. A página de autenticação da empresa será carregada primeiro. Clique em "Pré-pago" ou "Pós-pago", de acordo com seu plano de acesso. Selecione na lista seu provedor, digite o nome de usuário e senha. Daí em diante, é só deitar e rolar. Mas lembre-se: as conexões em hotspots não são criptografadas, o que permite a ação de curiosos e invasores - mantenha seu firewall atualizado.