O serviço de acesso wireless à Internet banda larga de longo alcance, Wi-Max, poderá custar menos que o de terceira geração e servir como ferramenta de inclusão digital. A aposta é da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), que apresentou um conjunto de propostas como forma de colaborar com a criação das novas diretrizes para a indústria.
"A nova tecnologia pode sair mais barata e ainda ser a ferramenta mais indicada para a inclusão digital uma vez que chega a lugares mais remotos", diz Paulo Castelo Branco, diretor de telecomunicações da associação. No entanto, a implantação do Wi-Max depende do leilão de frequências 3,5 GHz.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) iniciou em 2006 a licitação para as novas frequências em 3,5 GHz. Mais de 100 empresas apresentaram propostas, mas o leilão acabou sendo suspenso por intervenção do TCU (Tribunal de Contas da União) e revogado pela Anatel em fevereiro deste ano. A agência reguladora pretende realizar nova licitação ainda este ano.
Enquanto o Wi-Max não deslancha, o governo tem negociado com fabricantes de aparelhos celulares para que os modelos de terceira geração tenham os mesmos benefícios fiscais destinados aos intens de informática dentro do Processo Produtivo Básico (PPB). Essa opção também tem o apoio da Abinee. Segundo o presidente da associação, Humberto Barbato, o benefício não deve ficar restrito a apenas uma parte do mercado.
Bens de informática
As propostas apresentadas pela entidade abrangem os segmentos de bens de informática, equipamentos industriais e de GTD, componentes elétricos e eletrônicos. Para este, a Abinee solicita ao governo que as empresas montadoras instaladas no Brasil que queiram utilizar qualquer tipo de incentivo do governo se comprometam com a aquisição de componentes fabricados no Brasil.
Entre as sugestões, a entidade busca incentivos para a produção de software e serviços. "A proposta é uma forma de contornar o problema do déficit crônico das importações, que pode chegar a US$ 20 bilhões", acredita Barbato.
De acordo com Barbato, esta é apenas uma das iniciativas para formar uma política industrial forte para o País. O governo, por sua vez, espera a provação da Lei de diretrizes orçamentárias para apresentar uma proposta de política industrial e a associação pretende participar desse processo.
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