São Paulo, 30 de julho de 2008 - O Yahoo! anunciou que vai recompensar os consumidores prejudicados pela migração do serviço de música Yahoo Music Unlimited para o Rhapsody (da Real Networks).
No dia 30 de setembro, o Yahoo desabilitará os servidores necessários para autenticar as músicas compradas no seu serviço Unlimited Music Store com DRM (proteção contra cópia). Na prática, as músicas deixarão de ser tocadas, já que arquivos que usam DRM precisam de autenticação renovada para execução.
O anúncio de ressarcimento veio depois de inúmeros protestos e pressão da Electronic Frontier Foundation ou dos protestos publicados pelos blogs de tecnologia. O fato é que o Yahoo! optou por não deixar seus clientes sem uma solução viável. A empresa não deu detalhes de como vai ressacir os usuários. Há uma possibilidade disso ser feito em valores.
Entenda o caso
Como anunciado em fevereiro, a loja online do Yahoo! será transferida para o Rhapsody (da Real Networks), e seus consumidores terão a opção de migrar para ele. O DRM da Yahoo Music Unimited garante que as músicas somente poderão ser tocadas em uma máquina autorizada.
Quando os servidores de direitos digitais forem desativados em 1º de setembro, os compradores não poderão transferir as músicas adquiridas para outro computador ou executar o arquivo caso um novo sistema operacional for instalado no PC. Já aqueles que assinam o serviço não serão afetados.
Campanhas de liberdade civil da Eletronic Frontier Foundation (EFF) criticaram o Yahoo!, particularmente após o conselho dado a seus consumidores para remover a proteção DRM gravando a música em um CD. Isso significaria investimento de tempo, esforço e dinheiro para preservar a música que eles pagaram, segundo a EFF, que elogiou o último anúncio da empresa. Relatos de jornais norte-americanos apontam que a companhia está estudando outras maneiras de compensar os compradores das músicas, como um serviço gratuito de conversão de músicas DRM para não-DRM.
A Microfost também atraiu protestos quando anunciou sua intenção de fechar seus servidores DRM em 31 de agosto de 2008. A empresa decidiu manter os provedores até 2011, e, como resultado, a EFF não demandou que a companhia compensasse os usuários.
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